.... Vivemos a era da limpeza que se chama Lava Jato e o Brasil passa por esta transformação que vem ganhando mais e mais a exigência de transparência e ética...Roraima não vai ficar de fora...

REDAÇÃO AgênciaNorte

www.agnorte.com.br

Por Marlen Lima

Vivemos uma crise política em Roraima que tem tempo, onde certamente se agravou com a passagem de José Anchieta Jr com goernador, quando da morte do brigadeiro Ottomar Pinto, em 11 de dezembro de 2007. Como vice este pulha assume a governança do Estado e após 4 anos de mandato deixou um rastro de sujeirada, onde Roraima passou a dever bilhões de reais, tendo um buraco financeiro que até hoje sua sucessora, Suely Campos afirma que não conseguiu sanar tantos desfalques que a economia do Estado sofreu, e que ainda sofre. 

Assim, vivemos este caos político e agora também social com uma explosão de migrações, especialmente de venezuelanos, e mesmo com a determinação do presidente Michel Temer, que in loco foi ao Estado para dizer que vai ajudar Roraima com este caso e outros que nos afligem diretamente em nosso desenvolvimento. Temer falou, assinou, mas ainda na prática nada se viu de mudança no atual quadro caótico que temos nas ruas de Boa Vista, e em Pacaraima.

Paralelo a tudo isto ainda temos que conviver com rompantes de politiquices de gentalhas que se elegeram, se mantém com mandato através de 'escapes' judiciais, estes ratos da política que processados e cassados estão, porém, só envergonham Roraima aparecendo em telejornais nacionais, como o 'Fantástico' da Rede Globo, onde mostra que temos um deputado cassado, vivendo sob Liminar da Justiça, e já estave preso, dormia na prisão, mas, de dia dava seu expediente na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR) como se nada houvesse de diferente. Este é Jalser Renier, que é chamado por alguns de 'Menino de Ouro', aclamado por outros como o 'Rato da política', e por seus desafetos ainda lhe chamam de boneco "Chucky", ou seja, ele é um verdadeiro terror para seus inimigos.

Mas, Jalser vem se superando a cada ato seu.

Lá atrás, quando Neudo Campos governador, Jalser esbravejou, lhe apontou o dedo e em riste ameaçou, isto segundo fontes que presenciaram tal cena, ele que não aceitava a indicação do governador da época para que Édio Lopes, deputado decano, fosse o presidente da Casa. Jalser achava que ele é quem deveria ser o escolhido. Ali, foi o primeiro chiliquete, o primeiro 'piti'.

Depois, passou-se um certo tempo, em meados de 2003, Jalser teve seu primeiro contato com o que pode acontecer novamente a qualquer momento, a prisão dele por conta da Operação 'Praga do Egito', devido ao caso gafanhoto em que ele era um dos mais beneficiados num esquema sujo de corrupção...Mas, aqui, Jalser conseguiu a proeza de só não ser preso, mas o de conseguir que sua mãe fosse parar na cadeia junto come ele - a senhora Itelvina Padilha, que de passado também negro no comércio local, com questões de cheques.

Agora, no ano passado, Jalser voltou a sentir o mesmo gosto de ser preso. Porém, desta vez a acolhida judicial foi branda, porque ele foi preso, por semanas, mas estava preso em uma suíte com ar condicionado, cama de casal box, e com tv e banheiro próprio. Que prisão era esta? Vergonha!

Dias desses, na passagem de Temeer por Roraima, lá surge Jalser esbravejando porque não aceitava que Teresa Surita sentasse ao lado do presidente da República, já que ele não estaria do lado dele. Jalser foi posto para ficar ao lado da governadora Suely Campos. E como o presidente da Assembleia ele gritou, berrou, deu 'piti' e só sossegou quando conseguiu tirar a prefeita de Boa Vista do lugar dela. O que em nada mudou o prestígio dela diante do desprestígio que este rapazola tem com a população quando da rua gritava 'Fora Ladrão', assim que ele entrou no palácio do Governo para o encontro com Temer.

Mas, as aprontações de Jalser não param. Agora, mais uma dele, que foi citado numa conversa de WhatsApp, de um celular do vice prefeito de Alto Alegre, Otaci, que relata uma conversa estranha que teria com sua namoradinha, em que neste papo sugere que Renier é um assediador nato, que sequer sua cunhada teria ficado imune a sua beleza. 

Isto tudo é muito sério, e que requer uma ação da sociedade roraimense porque merecemos respeito, o poder público tem sido a 'privada' de muitos ratos da política, que agem completamente aquém das leis, e agem como se nada fossem tocá-los, impedí-los. 

O que vivemos é um desrespeito descomunal com cada cidadão deste estado, pois vejamos que mesmo após tantas acusações oficiais, suspeitas comprovadas, processos abertos e conclusos, exste uma raça de políticos que parecem intocáveis, e mais uma boa prova disto são as mulheres na Assembleia Legislativa, que sofrem ataques de assédio, quando não cedem, são demitidas. Ou seja, precisamos dar um basta a toda essa porcalhice que nos deparamos - fatos que em muitos a justiça tem o processo, ajuizou a respeito, mas, vem uma outra justiça que ignora tudo, e vemos presos serem soltos.

Vejamos.

"Estou convicto que o Comando de Policiamento da Capital é lugar inadequado à condição de presidente de um dos três poderes, recaindo, portanto, na situação de estabelecimento inapropriado para o paciente [...] Ainda, uma vez que ocupa o cargo de Presidente da Assembleia Legislativa, não pode ser tratado como preso comum, eis que representante de um dos poderes deste Estado, fato que também deve ser alcançado pela proteção da dignidade da pessoa humana [...]. Reitero, trata-se de representante do Poder Legislativo, devendo atuar de forma ampla, enquanto nessa condição, para o perfeito funcionamento do órgão, inclusive, como forma de garantir uma efetiva prestação à sociedade como um todo", texto este do desembargador Leonardo Cupello, quando do seu voto que deu a Jalser o direito a prisão domiciliar.

Para Cupello onde Jalser estava preso não seria um lugar adequado para o cumprimento da pena de um presidente do Legislativo, e que Jalser "não pode ser tratado como preso comum".

Claro, Jalser não é um homem comum!

Jalser não é uma pessoa qualquer!Imagem relacionada

Jalser é aquele cara baixinho, mirrado, que usa (va) sapatilha dentro do sapato para se sentir maior....Uma síndrome percebida pelos seus atos transloucados à frente do poder legislativo - querer parecer maior do que os outros.

Mas, bem, nesta decisão do relator do tal processo que deu a prisão domiciliar a Jalser, votaram também pela concessão os desembargadores do pleno do TJRR Mozarildo Cavalcanti e Elaine Biachi. Já os desembargadores Jefferson Fernandes e Tânia Vasconcelos foram contra a prisão domiciliar.

Mas, esta decisão, bem como outros processos no TJ chamam a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que envia o seu Corregedor Geral, Cláudio Pacheco Lamachia, que chega em  Boa Vista nesta segunda, 19, para justamente saber o que acontece com certos processos na Justiça de Roraima que não andam, em especial os da operação Cartas Marcadas, em que até onde se sabe há uma delação premiada, que fala em nome de um certo deputado, que manda em tudo na Assembleia Legislativa, e que só não foi ainda ouvido porque alguém está sentado em cima do processo - e tal deputado não é chamado.

Esta ação do CNJ vem, caro leitor, nos mostrar que existe, sim, pessoas compromissadas em agir pela lei, pela correção, pela ética, ainda podemos manter a esperança de que a 'Lava Jato' continue fazendo crias éticas em todos os parâmetros sociais, políticos e judiciais, porque Roraima hoje está a síntese de uma sujeirada sem precedentes - com ratos em todas as esferas.

Onde o povo clama, Abba Pai!!

Página 1 de 91

ban gov am

 

 

agnorte logo02

© 2015 Agência Norte Online. All Rights Reserved. Designed By HM