NOS OFERECEM CELEBRAÇÃO, MAS NEM TANTO ASSIM...

...Dos 24 deputados da Casa só cinco compareceram ao evento que eles próprios aprovaram por unanimidade em celebrar o Dia do Jornalista...Mas, na hora de prestigiar o mesmo evento, nada!

REDAÇÃO AgênciaNorte

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Por Marlen Lima

A idéia não foi do Sindicato da categoia e de nenhuma associação dos profissionais de imprensa do Estado, partiu dos próprios deputados, e assim, por unanimidade, foi aprovado requerimento em que neste dia 10, haveria sessão especial em prol de celebrar a data que passou, dia 7, que é dada como o' Dia do Jornalista'. Porém, estranhamente dos 24 deputados só cinco deputados compareceram ao evento patrocinado pelos parlamentares que em sua maioria não foram prestigiar a classe jornalística.

Mas, apesar de quorum baxíssimo, o evento pôde destacar a luta que se tem diariamente para se colocar as notícias a serviço da sociedade, sejam estas por meio de jornais, emissoras de tv e rádio, e pela internet em seu infinito mundo das redes sociais, cada vez mais crescente.

Esta homenagem da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio do requerimento do dep. Adjunto Afonso foi bem recebida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SJP/AM) devido as homenagens aos jornalistas, que ali foram receber o certificado pelo trabalho que fazem, em especial uma homenagem póstuma para o jornalista fotográfico Raimundo Valentim, que faleceu mês passado.

Ainda que todos tenha dito da importância que a imprensa é para a sociedade, do papel essencial em construção basilar, mas, a ver que a própria Casa parlamentar só uma minoria se fez presente não ficou bem entendido até onde, de fato, os senhores deputados realmente falam a verdade sobre o tal nobre exercício de comunicar, que fazemos diariamente.

Por sinal, dos seis parlamentares presentes: Belão Lins, que presidiu a sessão; Adjunto Afonso, o autor; Serafim Côrrea, Luiz Castro, Zé Ricardo e Alessandra Campêlo, tirando a deputada e o presidente, o resto dos parlamentares parabenizou aos convidados, aos homenageados, mas se esqueceram de agradecer aos seus próprios assessores, profissionais que estão ali, justamente fazendo com que o trabalho de cada um deles possa ser produzido para assim ser visto, entendido, apreciado, recebido pela população.

SERÁ?

Ainda assim, à classe jornalística foi dito que somos importantes, essenciais e que deveríamos jamais desistir desta lutar de bem informar, que nos mantenhamos firmes...Ahh! Sim, a ver pelo prestígio que muitos acham que temos, e até mesmo aos olhos dos próprios umbigos, certamente não somos a cereja do bolo.

Quero dizer da minha alegria em estar participando desta homenagem que foi por mim proposta, mas que contou com a assinatura dos demais deputados desta Casa Legislativa, que tem por obrigação homenagear entidades e classes que fazem muito pelo nosso Estado. A imprensa de um modo geral tem contribuído muito conosco, parlamentares. Os senhores trazem informação precisa, que a gente utiliza no dia a dia. O trabalho de vocês merece o nosso respeito, o nosso apoio e merece esta homenagem. É uma homenagem simples, certamente, mas é o reconhecimento desta Casa, nós, que representamos o povo”, disse o deputado Adjuto Afonso. (Alguns assessores disseram que por ter sido ele o autor do requerimento, foi motivo de não se ter a adesão dos demais colegas...Oras, mas, todos não assinaram e aprovaramo requerimento?!!)

O certificado de reconhecimento da Casa Legislativa pelo destaque dos trabalhos exercidos na profissão foi dado para os colegas: Gerson Severo, Raimundo Valentim (póstuma), representando pela esposa Tereza Teófilo; Baby Rizzato, representada pelo jornalista Kid Mahall; Orlando Júnior; Eduardo Monteiro de Paula; Ivânia Vieira; Elaíze Farias e Auxiliadora Tupinambá, presidente do Sindicado dos Jornalistas, que num discurso coeso colcou os arguros da profissão e da missão de informar, além da briga que se trava pelo resgate à obrigatoriedade do diploma de jornalista, cujo processo tramita no Congresso Nacional.

As profissões mais valorizadas pela sociedade são justamente aquelas reconhecidas como fundamentais para o bem comum. Mas, neste contexto, infelizmente, não está a profissão de jornalista, abolida pelo Supremo Tribunal Federal como profissão desde 2009, quando aprovou o fim da obrigatoriedade do diploma. Para entender que instrumentos técnicos são necessários para a prática do jornalismo, qual a história da profissão e como ela contribui com a formação das sociedades organizadas, é essencial que o futuro profissional frequente a faculdade de jornalismo”, disse Dora Tupinamba.

INDEPENDENTE?!

Um destaque em minha opinião foi o que o dep. Luiz Castro colocou muito bem sobre a força do poder econômico, que por muitas vezes impõe o editorial e a linha da imprensa, ditando o que deve ou não ser divulgado – o que deve ou não ser opinado.

A verdade que Luiz Castro colocou é que nos falta de fato a real independência, que sem isto tira do jornalismo sua mais relevante natureza, a de ser crítico contumaz, ácido por muitas vezes, intuitivo sempre, precioso, valoroso, necessário, combativo para que possamos ter sempre o olhar arguto para os meandros da sociedade.

O certo é que não se deveria deixar absorver pela pressão, justamente econômica, porém, vivemos tempos em que tudo, de um muito, é vendido – e assim, resta aos poucos ainda de caráter que conseguem a muito suor, lágrimas, e apertos dos mais variados que esta palavra representa, para poder dia a dia levar ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte a informação eticamente correta, justa, e acima de tudo reflexiva sobre os fatos, especialmente quando se trata de política.

Por fim, a torcida que fica é que para que os próximos eventos em que os jornalistas, a imprensa em si seja celebrada possamos realmente ser prestigiados não só com as presenças dos edis, dos que nos convidam, mas, essencialmente com leis que possam nos gabaritar a ter a justa independência para fazermos o nosso trabalho livre de pressões, muitas das vezes maléficas, que acabam por distorcer o nosso papel, tão oprimido, mesmo que tão essencial, tão desrespeitado!

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