ban pref mao out 18

b pref mao

CASHBACK PEGA UM AZIZ, QUE ESTAVA FORAGIDO

REDAÇÃO AgênciaNorte

www.agnorte.com.br

Uma ação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União desencadeou uma operação, que é mais um desdobramento da 'Maus Caminhos', em que se trata de investigar desvio de dinheiro público da saúde do Amazonas - a CashBack teve início nesta manhã de quinta, 11, com 16 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão, em Manaus.

Um time de pessoas importantes, renomadas da sociedade amazonense, como o irmão do senador Omar Aziz, o empresário Murad Abdel Aziz que estava como foragido, já que quando a Polícia Federal esteve cedinho na sua casa, no bairo Flores, não o encontrou. Porém, ele se apresentou à PF, agora pela tarde. Ainda nesta ação da PF, a visita matinal das 6h ocorreu também nas casas do empresário Sérgio Roberto Melo Bringel, dono do Grupo Bringel, esta que tem contratos na área hospitalar no Governo do Estado; do advogado Lino Chíxaro, ex-deputado estadual e ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) - onde os policiais tiveram mais complicações, levando mais de 4horas para que o advogado fosse levado a sede da PF, no bairro São Pedro; e por fim, foram conduzidos à PF André Luis Barreto Becil, Keytiane Evangelista de Almeida e Josenir Teixeira.

O empresário Mouhamad Moustafa - dado como líder da quadrilha que desvio cerca de 500 milhões de reais da saúde, já havia sido preso na primeira ação da operação Maus Caminhos, estava solto através de uma Liminar, mas, agora teve novamente o pedido de prisão temporária, e além dele foram expedidos prisão para Daniel Roger Goulart Silva, Edson Tadeu Ignácio, Jader Helker Pinto, Jonathan Queiroz da Silva, Marco Antônio de Jesus Barbosa, Marcio Rogério da Silva. 

PESADO

No meio político, a deflagação desta operação CashBack, onde Murad Aziz é conduzido à PF, foi vista como algo que ainda vai chegar mais pesado a muitos políticos e gente da Justiça do Estado. Por ser irmão do senador Omar Aziz, e este tendo sido governador, e as investigações são oriundas de contratos da Bringel com o Governo nas gestões passadas, acrdita-se que mais coisas serão encontradas, e mais gente será presa e processada. O próprio José Melo, governador cassado, estava preso, e responde agora em prisão domiciliar, juntamente com a sua esposa.

Do atual Governo do Estado, a Secretaria de Comunicação lança Nota Oficial onde informa que os fatos relativos à operação deflagrada pela Polícia Federal, desta quinta, 11, "...não são desta gestão, que assumiu a pasta em outubro de 2017. São fatos ocorridos em administrações passadas. Em relação às empresas do Grupo Bringel, que prestam serviços na Susam - Secretaria de Saúde, o órgão ressalta que os contratos foram firmados em gestão passada.

Na atual administração, houve redução de até 49% no valor de alguns contratos vigentes, após processo de auditoria realizado logo que esta gestão assumiu. A Susam informa, ainda, que os contratos com as empresas do grupo, que encerraram nesta administração, não foram renovados. Os que estão em vigência já se encontram em processo de licitação.", encerra a Nota do Governo Amazonino Mendes - Esta administração, que tem o seu governador como candidato à reeleição quer deixar bem claro à população que em nada tem a temer desta operação policial, já que não se trata de nenhum processo deste governo, que assumiu em novembro passado.

DESDOBRAMENTO

A operação CashBack é um desdobramento da operação Manaus Caminhos e Custo Político, que desta resultou na prisão do governador cassado José Melo, e de sua esposa, Edilene Oliveira, bem como de seus exs secretários de Fazenda, Afonso Lobo (ex-Sefaz); Saúde, Wilson Alecrim (ex-Susam); de Admnistração, Evandro Melo (ex-Sead) - que é irmão de José Melo; de Saúde Pedro Elias (ex-Susam); e o ex-secretário da Casa Civil do Estado do Amazonas, Raul Zaidan.

ROUBO DEIXA ROMBO NA SAÚDE

Segundo a Polícia Federal, nesta nova operação, confirma o rombo na Saúde do Estado em mais de 550 milhões de reais, e o time visitado, bem como preso, citado acima, responderão a processos por crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

O modus operandi desta quadrilha criminosa para desviar recursos da saúde do povo do Amazonas era feito nos pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, e com a posterior devolução de parte do valor pago aos criminosos. Para se ter uma idéia, em só um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões.

A Justiça determinou o bloqueio de bens, e de contas, bem como o sequestro de bens móveis e imóveis, que totalizam R$ 40 milhões que devem ressarcir o cofre público. Segundo a PF, este grupo criminoso atuava aalkém do Governo do Estado.

O grupo Bringel faz a coleta do lixo hospitalar de toda a Saúde do Amazonas. Além disto vende e presta serviçlos de equipamentos hospitalares, sistema de gestão de hospitais e esterilização de materiais.

INTOCÁVEL

O deputado federal Sabino castelo Branco, que desde um AVC, em 2017, está hospitalizado, e por este motivo não foi preso nesta operação CashBlack. Sabino que ainda é parlamentar até janeiro deste ano, quando o seu mandato encerra, não tem como responder a nenhum processo, segue sua recuperação no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.  

ban zona 

ban gov am

 

sarampo susam

agnorte logo02

© 2015 Agência Norte Online. All Rights Reserved. Designed By HM