Domingo, 06 Março 2022 11:39

TELEGRAM RESISTE, MAS PRESSÃO CONTINUA

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Principal canal para fake news, Telegram resiste a mudanças e pode ser banido no período eleitoral

Aplicativo atendeu a decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes que previa sua suspensão, mas ignorou demandas do Ministério Público Federal e do Tribunal Superior Eleitoral

  • Por Eduardo Morgado e Luis Filipe Santos

O compartilhamento de notícias falsas é uma das principais preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições deste ano que ocorrerão no Brasil. Em razão disso, uma plataforma de comunicação se tornou alvo da Corte: o Telegram. Alternativa ao WhatsApp e com possibilidade de canais de transmissão muito maiores que as do concorrente, o aplicativo russo tem sido usado para a disseminação de fake news.

Além disso, as tentativas de diálogo das instituições brasileiras com representantes do app não foram respondidas, diferente do ocorrido em outras redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram, TikTok e o próprio WhatsApp. A situação levou o ex-presidente do TSE, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, a afirmar que é cogitada uma suspensão do Telegram no Brasil durante o período eleitoral.

O atual presidente do tribunal, Edson Fachin, citou o combate às notícias falsas como um dos desafios para garantir que o pleito ocorra com tranquilidade. O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal e que estará à frente da Justiça Eleitoral nas eleições, determinou no mês de fevereiro o fechamento de alguns canais e, caso não o fizesse, o aplicativo seria suspenso por dois dias em todo território nacional. Outros países já tiveram que lidar com o problema e o resolveram restringindo canais ou suspendendo a utilização do sistema em seus territórios.