Marlen Lima

Roraima

30 ANOS DE PROGRAMA QUE É SINÔNIMO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SOCIAL

Por Redação AgN

06/06/2023 - 09:57

 

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O meio ambiente tem sua data, e justa, assim não pode deixar de passar em branco. Os temas variados em sua defesa devem sere debatidos, e nada melhor que destacar que há 30 anos, Programa Dedo Verde promove educação ambiental e valores sociais.

Desde sua criação, o projeto incentiva à conscientização e ao amor pela natureza jovens que se tornam protagonistas na construção de um futuro mais sustentável

Na semana em que, ontem, 5, se celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente é também dia de relembrar um importante projeto social da Prefeitura de Boa Vista.

Um pojeto criado pela ex prefeita Teresa Surita, e na época revolucionário, bem como segue hoje, vem transformando adolescentes em multiplicadores ambientais.

Criado há 30 anos, o Dedo Verde desenvolve atividades de educação ambiental, incentivando à conscientização e ao amor pela natureza jovens que se tornam protagonistas na construção de um futuro mais sustentável.

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Atualmente, o projeto conta com a participação de 180 adolescentes entre 14 e 18 anos. Além da oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal, os integrantes recebem benefícios que os auxiliam nesta jornada, como bolsa no valor de R$230,00, vale-transporte, acompanhamento pedagógico, uniforme, além do traslado entre o terminal de ônibus até a sede do programa, ida e volta.

No programa, aprendem sobre a natureza, como cultivar, plantar, os nomes das plantas e a fazer compostagem. A única coisa que cobramos deles é a frequência escolar e boas notas. Trabalhamos nessa metodologia para ajudá-los tanto no aprendizado ambiental quanto geral. Futuramente, pretendemos abordar o empreendedorismo, pois ao aprenderem habilidades como poda, capina e troca de mudas, eles adquirem conhecimentos que podem ser capitalizados no futuro”, afirmou o gerente do projeto, Leonardo Beserra.

Thawana Menezes, educadora social do programa Dedo Verde, acredita que esse trabalho é fundamental para o meio ambiente e a sociedade.

“Tanto na questão ambiental, quanto a social. Trabalhamos com adolescentes que possuem uma família e outros laços sociais e muitas vezes eles levam esses conhecimentos para casa, escola, professores e colegas. Eles se tornam disseminadores de conhecimento”, destacou.

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Os impactos positivos do Programa Dedo Verde são evidentes na vida dos participantes. Kelvin Figueiredo, estudante de 15 anos, está há um ano tendo boas experiências com o projeto.

“Entrei em junho de 2022 e aprendi muitas coisas, como ter um cuidado maior com as plantas, como regá-las adequadamente para não ‘afogá-las’. Quando entrei aqui, não sabia nada sobre plantas, apenas o básico que aprendi na escola. Também aprendi a conviver com as pessoas e a trabalhar em equipe, muito mais do que já sabia. Além disso, estou perdendo minha vergonha e me desenvolvendo mais”, relatou o estudante.

Izabelly Santos, de 17 anos, aproveitou os conhecimentos obtidos através do projeto para ornamentar a sua casa.

“Depois que comecei a fazer parte do Dedo Verde, levo várias mudinhas de plantas para minha casa. Agora, aprendi a cuidar delas corretamente e já tenho várias por lá”.

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O projeto busca, através da didática, transformar hábitos negativos, como é o caso do estudante Yttalo Vinícius, de 17 anos, que participa do Programa Dedo Verde desde 2018.

“Eu fazia coisas como comer algo e jogar a embalagem no chão. Hoje em dia, eu não faço mais isso. Prefiro colocar dentro do lixo para não poluir. A população hoje em dia suja muito, então, atualmente, converso com meus amigos e familiares para que eles não façam isso”.

A fala dos integrantes ressalta como o Dedo Verde não apenas proporciona conhecimentos práticos sobre o meio ambiente, mas também estimula a mudança de comportamento dos participantes em relação à preservação ambiental. Ao sensibilizar os jovens para a importância de descartar corretamente o lixo, os adolescentes se tornam agentes de conscientização em sua comunidade, influenciando amigos e familiares a adotarem atitudes mais sustentáveis.

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Semcom PMBV

Por Vitória Carramillo