DEPOIMENTOS NA CPI DAS ONG´s MIRAM NA 'NATURA'
NÃO SE DUVIDA QUE MUITOS 'PODRES' VIRÃO DESTA CPI DAS ONGS, QUANDO a verdade poderá ser exposta sobre o papel de cada ONG, de ações que se escondem por trás de ditos 'bens feitos', mas, não passam de mais um engodo para ludibriar o povo amazônida, e tais empresas, maioria estrangeira, surgem só para ganhar nossas riquezas, nosso dinheiro público sem que nada realmente de bom tenha feito junto às comunidades ribeirinhas, indígenas.
Ficou acertado na reunião da CPI das ONGs de hoje, 4, que um requerimento será encaminhado, cobrando explicações da direção da empresa Natura e da Cooperativa Mista da Floresta Nacional do Tapajós (COOMFLONA) sobre denúncia feita, em depoimento na Comissão, pelo cacique da aldeia Bragança, Manoel dos Santos Correa, de que indígenas estariam buscando indenizações na Justiça pelo pagamento irrisório da colheita de sementes de copaíba e andiroba, revendidos por valores vultosos pela cooperativa para indústria de cosméticos.
A Coomflona contrata os indígenas, eles colhem as sementes com chuvas, e se arriscando com cobras, entre outros perigos de uma floresta, e o pagamento disto é o valor de uma diária de R$3.00.
Isto mesmo, 3,00 reais!
Agora, em contrapartida, a lata de um litro de sementes é vendida para a Natura por preços que chegam a R$1.000,00.
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O cacique Manoel reclama que as ONGs, que atuam na região atuam para que os índios fiquem na miséria para que possam captar recursos tanto do governo brasileiro, bem como também no exterior, usando os nomes e as causas indígenas.
"E por que eles podem vender pra Natura milhões de toneladas de sementes? E o litro? Pagando diária R$3,00 enquanto o litro da copaíba eles estão vendendo pra fora a R$1 mil ? A floresta nacional, é rica de andiroba, é muito rica. E as comunidades são submissas a eles: "Bora! Vocês têm que juntar e entregar tantas toneladas."Esses recursos dessas sementes nunca chega às comunidades. Manoel questiona, 'por que o índio não pode fazer também?'
"Nós criamos uma cooperativa, nossa, indígena; eles nos embargaram. Essa Coomflona, que é uma cooperativa mista, criou várias "ongzinhas" lá dentro de associações para falar contra nós. Eles implantaram em cada comunidade um cacique para não deixar nós trabalharmos, para não deixar nós nos desenvolvermos", denuncia o cacique.ESTUDOS FALSOS O produtor rural Marcelo Norkey Duarte Pereira, conselheiro da área de proteção ambiental Triunfo, do Xingu, no Pará, denunciou que órgãos governamentais pagam com dinheiro público estudos “meia boca” a ONGs poderosas como o Instituto Sócio Ambiental (ISA), Greenpeace, FVPP ( Fundação Viver, Produzir e Preservar) Ipam, Imazon, para embasar a criação das unidades de conservação. alt="" width="505" height="311" /> Foi entregue à CPI um estudo técnico-científico com a criação do mosaico das unidades de conservação da Terra do Meio, que são desde unidades de conservação de proteção integral, como a Estação Ecológica da Terra do Meio e o Parque Nacional da Serra do Pardo, que nunca recebeu um visitante em seus 18 anos.
"Eu trouxe pra que a CPI investigue e chegue à conclusão do que ocorreu, dos valores que foram pagos pro ISA e outras instituições que participaram desse estudo técnico-científico também. Apenas eles participaram desse estudo técnico-científico. Então, é assim que se adquirem terras na Amazônia. As unidades de conservação são propriedades de ONGs, não são do Brasil, elas não servem ao Brasil", informa ele.Mais.
"E aqui foram aprovadas sete unidades de conservação, do estudo técnico-científico meia boca, que não é científico coisa nenhuma, e só pra iludir o País. Quem fez o estudo foi o ISA, mas, foi contratado pelo Governo Federal, na época o MMA que contratou - em 2003", denuncia Marcelo Norkey, explicando que caciques são cooptados e indígenas contrários são excluídos dos estudos.alt="" width="490" height="264" /> No encerramento do quarto dia de funcionamento da CPI das ONGs, o presidente, senador Plínio Valério destacou as denúncias de tratamento cruel dado pelas ONGs aos indígenas.
"A gente está unido nisso aí. Até onde vamos? A nossa coragem vai determinar até onde nós podemos ir. Nós vamos até onde for possível. Infelizmente, vamos esbarrar nos tribunais com certeza absoluta. Quando a gente pedir aqui quebra de sigilo fiscal e bancário de algumas dessas ONGs, com certeza elas vão recorrer a quem de direito. E a gente, que vive num país dito democrático, tem que respeitar; mas nós vamos até onde for possível, porque medo não há", disse Plínio.... Da Assessoria



