Amazonas

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CPI EM CIMA DAS RELAÇÕES 'ÍNTIMAS' DA FAS COM CARGOS PÚBLICOS

Por Redação AgN

16/09/2023 - 09:51

Entidades como Ibama, Funai, e alguns Ministérios estão recebendo a 'lupa' da CPI das ONG´s do Senado, que quer saber sobre o rodizio de dirigentes de ONGs em cargos em Secretarias Estaduais e Federais, bem como nas entidades, acima citada. Para o presidente da CPI das ONG´s, senador Plínio Valério, que chama tal aproximação destes dirigentes com as Organizações de “promiscuidade”, quando quem libera e quem recebe milhões de recursos, na maioria das vezes, camuflados em acordos de cooperação ou convênios. Plínio destaca o que o próprio o superintendente da ONG Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana disse quando depôs à CPI, confirmando ser 'muito' natural esses rodízios, como no caso do ex-funcionário Eduardo Costa Taveira, que deixou a instituição (FAS) para comandar a Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. É diante disto, de muitas outras descobertas, e muitas suspeições, que o senador quer saber se Taveira teve alguma influência para que o Governo do Amazonas abrisse mão de um convênio no valor de R$78 milhões do Governo da Alemanha, que vinha para o projeto de instalação de placas solares em vários municípios, abrindo caminho para que a FAS assumisse o convênio e recebesse esses milhões. Ou seja, sai o ente público e entra um privado.
"No meu entendimento, deveria ser o Governo do Amazonas, deveria ser a Secretaria do Meio Ambiente, o Instituto de Proteção Ambiental, mas não, foi para a fundação. Eu queria saber em que pé está essa situação", questiona Plínio.
Negando
"Eduardo Taveira era Secretário de Ciência e Tecnologia, saiu da posição, estava disponível no mercado, abrimos uma vaga e ele se candidatou. Foi selecionado. Atuou na FAS, como funcionário, durante alguns anos, e depois foi convidado pelo Governador Wilson Lima pra ocupar um cargo pelos seus méritos. E eu não vejo nenhum problema", confirmou Virgílio Viana, negando influência no caso do convênio com o governo alemão.
Para a C^Pi está claro que esta prática do rodízio ONGs/Órgãos públicos, gestores de recursos não é de agora.
'O próprio Viana era Secretário do Meio Ambiente do, então, governo Eduardo Braga. Deixou de ser secretário para ir para lá, com doação de R$20 milhões do Governo Braga, mais doações do Bradesco, e para fundar - a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Com o crescimento astronômico da ONG, que desde sua criação há 15 anos movimentou nada menos que R$400 milhões, agora mudou para Fundação AMAZÔNIA Sustentável , com braços em outros estados da região'.
O entranhamento de servidores do governo e outros órgãos públicos com a FAS é expressivo. Plínio destaca. Veja a relação: do Conselho de Administração da ONG participam Thomaz Afonso Queiróz Nogueira (ex-secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento,Tecnologia e Inovação(Seplancti)), e André Luiz Zogahib , Reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Maria do Socorro Cordeiro Siqueira é diretora estatutária da FAS. e também Chefe de Gabinete da Presidente da Comissão de saúde da ALEAM , Coordenadora de Modernização e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, ex- Presidente de Honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza do Governo do Estado do Amazonas.
"O que me encanta é que, normalmente, para essas funções, só quem está em ONG é que tem competência. Quem está fora do mercado não tem. Foi uma coincidência o Taveira ser o escolhido. Porque eu não acredito em coincidência quando se trata de dinheiro envolvido, de financiamento internacional, mas o superintendente está dizendo e a gente tem que ouvir o que ele está dizendo", reagiu Plínio.
Esse rodízio acontece em todas as instâncias como no Ministério do Meio Ambiente, da ministra Marina Silva, composto por ex dirigentes de ONGs regiamente abastecidas com recursos públicos e externos. Marina Silva, assim como alguns dos secretários dela, 'vários deles', como João Paulo Capobianco, que é o Secretário-Executivo do Ministério, têm estreita ligação com ONG´s. A própria Ministra inclusive faz parte do Conselho Honorário do IPAM. A ministra Marina Silva e sua secretária do clima integram o conselho da ONG IPAM que recebeu, entre 2020 e 2021, mais de R$ 50 milhões em recursos internacionais e nacionais para atuar na Amazônia. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), recebe financiamentos do Fundo Amazônia gerido pelo BNDES , de governos e organizações estrangeiras, como Environment Defense Fund, Woodwell Climate Research Center, Norway’s International Climate and Forest Iniciative e Reino dos Países Baixos.     ... Com Ascom sen. P V