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Crime organizado com seus mercados ilegais na Amazônia, e Comdandante Dan afirma que isto exige estratégia integrada de combate

“O crime organizado não vive apenas do tráfico de drogas. Ele diversificou suas fontes de renda e passou a explorar mercados ilegais altamente lucrativos...", afirma o deputado, que sai para sua reeleição

Por Redação AgNORTE

07/08/2026 - 09:55

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_O fortalecimento dos mercados ilegais na Amazônia, alimentados por cadeias criminosas cada vez mais sofisticadas, exige uma resposta integrada do Estado e das forças de segurança. A avaliação é do deputado estadual Comandante Dan (Republicanos), que defende uma política permanente de enfrentamento às economias ilícitas que financiam organizações criminosas e ampliam a violência no Amazonas._

Segundo o parlamentar, o combate ao crime organizado não pode se limitar às prisões em flagrante ou às apreensões pontuais. É necessário atingir a estrutura econômica que sustenta essas organizações, interrompendo o fluxo de recursos provenientes de atividades como furto de cabos, comércio ilegal de combustíveis, exploração clandestina de madeira, mineração ilegal e receptação de produtos furtados ou roubados.

“O crime organizado não vive apenas do tráfico de drogas. Ele diversificou suas fontes de renda e passou a explorar mercados ilegais altamente lucrativos, que prejudicam o patrimônio público, o meio ambiente, a economia e a segurança da população. Enquanto houver quem compre, transporte, financie e lave o dinheiro dessas atividades, o problema continuará crescendo”, afirmou Comandante Dan.

Entre os mercados ilícitos que mais preocupam o deputado está o furto de cabos de energia, telefonia e internet, crime que interrompe serviços essenciais, gera prejuízos milionários e compromete hospitais, escolas, empresas e comunidades inteiras. Para ele, o foco das investigações deve alcançar também as empresas e pessoas que recebem e comercializam esses materiais.

Outra preocupação é o comércio clandestino de combustíveis, frequentemente associado ao contrabando, à sonegação fiscal e ao abastecimento das rotas utilizadas por organizações criminosas nos rios amazônicos. O parlamentar defende maior integração entre os órgãos de fiscalização, inteligência policial, Receita Estadual e demais instituições responsáveis pelo controle econômico.

Na área ambiental, Comandante Dan destaca que a exploração ilegal de madeira e a mineração clandestina representam não apenas crimes ambientais, mas também importantes fontes de financiamento de grupos criminosos que atuam na região. Segundo ele, essas atividades costumam utilizar rotas logísticas semelhantes às empregadas para o tráfico de drogas, armas e mercadorias ilegais.

“O combate aos crimes ambientais também é uma política de segurança pública. Muitas dessas atividades movimentam milhões de reais, financiam organizações criminosas e alimentam redes de corrupção. Não podemos tratar esses crimes de forma isolada”, ressaltou.

O deputado também chama atenção para a necessidade de enfrentar as cadeias de receptação, consideradas um dos principais motores dos mercados ilegais. Na avaliação do parlamentar, produtos furtados ou roubados somente continuam circulando porque existe demanda e estruturas organizadas para ocultação, transporte e revenda.

Autor de leis estaduais voltadas ao enfrentamento dos mercados ilegais, Comandante Dan defende o endurecimento das sanções administrativas contra empresas envolvidas na comercialização de produtos de origem ilícita, além do fortalecimento da integração entre as forças policiais, órgãos ambientais, fiscalização tributária, inteligência financeira e Poder Judiciário.

Para o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas, a proteção da Amazônia depende da capacidade do Estado de desarticular as economias criminosas que sustentam as organizações ilegais.

“Não basta combater o criminoso que executa o delito. Precisamos desmontar toda a cadeia econômica do crime, identificar quem financia, quem compra, quem transporta e quem lucra. É assim que se enfraquece verdadeiramente o crime organizado e se protege a Amazônia, seus recursos naturais e a população amazonense”, concluiu.

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Da Assessoria do dep D