SUS leva quase 4 mil atendimentos e exames especializados a comunidades indígenas no Amazonas
Ações durante o mês de agosto atendem povos Yanomami em Boa Vista (RR), no Polo Base Marauiá (AM) e no território Pirahã (AM), ampliando o acesso aos serviços de saúde nos próprios territórios
Até o
dia 30 de
agosto, indígenas da região de Marauiá, no Amazonas, serão assistidos
com atendimento médico especializado para a realização de consultas e
exames. Nesta etapa, estão previstos 800 atendimentos especializados:
250 em oftalmologia, 150 em pediatria
e saúde da criança, 150 em ginecologia e saúde da mulher e 250 em
clínica médica. Também estão programados 1.480 exames, sendo 1.000
oftalmológicos, 300 voltados à saúde da mulher, 100 hemogramas e 80
ultrassonografias.
A ação de
saúde é realizada em articulação entre a Secretaria de Saúde Indígena
(SESAI) do Ministério da Saúde, o Distrito Sanitário Especial Indígena
(DSEI) Yanomami, a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único
de Saúde (AgSUS) e a
Associação Médicos da Floresta (AMDAF).
As grandes distâncias e o
acesso predominantemente fluvial e aéreo dificultam o deslocamento para
centros urbanos onde estão concentrados os serviços especializados. Por
isso, a iniciativa busca
resolver no próprio território casos que, em condições habituais,
poderiam exigir Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para São Gabriel da
Cachoeira, Manaus ou outras localidades.
“As expedições permitem
que o atendimento
especializado chegue às comunidades indígenas, reduzindo a necessidade
de longos deslocamentos e ampliando o acesso aos serviços de saúde nos
próprios territórios. Essa estratégia fortalece o cuidado e respeita as
especificidades de cada povo
indígena”, afirma a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde,
Lucinha Tremembé.
A iniciativa também fortalece a atuação das
Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), amplia a capacidade
de diagnóstico e
tratamento no território e reduz riscos relacionados às remoções. Em
Marauiá, a ação contribui ainda para o enfrentamento de agravos
prioritários e para a atenção à saúde materno-infantil, com integração
dos casos à Rede de Atenção à
Saúde.
As ações estão alinhadas à Política Nacional de Atenção à
Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), ao Subsistema de Atenção à Saúde
Indígena (SasiSUS) e ao Programa Agora Tem Especialistas, instituído
pela Lei nº 15.233,
de 7 de outubro de 2025.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO NA CASAI YANOMAMI –
Entre os dias 20 e 25 de agosto, uma ação conjunta da AgSUS, do
Hospital Israelita Albert Einstein, da Sesai e do DSEI Yanomami levou
atendimento
especializado a indígenas acompanhados na CASAI Yanomami. O DSEI atende
34.920 indígenas, distribuídos em 429 aldeias e 37 polos-base, em uma
área de 96.649 km² com acesso 98% por via aérea. Por causa do difícil
acesso, a CASAI funciona como ponto
de apoio para pacientes e acompanhantes encaminhados para consultas,
exames, internações e tratamentos de média e alta complexidade no SUS.
Antes
da expedição, 312 pacientes estavam em acompanhamento ou aguardando
consultas especializadas na
unidade, com demandas principalmente em pediatria e infectologia.
Durante a expedição, foram realizados atendimentos na área de pediatria e
saúde da criança, ginecologia e obstetrícia, infectologia, ortopedia e
radiologia. Também foram realizadas
teleinterconsultas em infectologia, neurologia adulta e pediátrica,
cirurgia geral e dermatologia.
ATENDIMENTOS NO TERRITÓRIO PIRAHÃ
– No início do mês, os atendimentos foram realizados no território do
povo indígena
Pirahã, no sul do Amazonas. Ao longo de oito dias, foram realizados
1.155 atendimentos, entre consultas e exames, para 478 indígenas que
vivem na região. A ação teve caráter eletivo e foi direcionada à
ampliação do acesso a serviços
especializados e à redução da demanda reprimida no território.
Por Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República



