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Ato de Maria do Carmo visto pela imprensa e sindicato como ameaça à liberdade de expressão

Candidata do PL agindo contra jornalistas com pedido de ato que é visto como intimidatório à imprensa

19/09/2026 - 10:15

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Ganha as mídias a nota oficial do SINJOR/AM e FENAJ, que repudiam a tentativa de violação do sigilo da fonte no Amazonas.

Diante de pedido feito pela assessoria jurídica da campanha da candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL/AM), que em ofício nº 174/2026/PRE/AM à Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas, que requisita ao portal Redação Amazônia e a outros veículos de comunicação, informações e esclarecimentos sobre publicações jornalísticas relacionadas à campanha eleitoral no Estado.

Maria do Carmo em atos de desespero eleitoral, quando não tem avançando pontualmente nas eleições, sofre ainda racha dentro do próprio partido, eis que adota uma postura repugnável da imprensa quando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudiam o teor deste Ofício da candidata do PL.

Segundo o SINJOR/AM, a tal requisição é porque a candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL/AM), não gostou das reportagens, que mencionaram sua relação com o traficante conhecido como RC Soares, preso pela Polícia Civil com mais de duas toneladas de drogas.

Com informações divulgadas pela própria Polícia Civil, materiais de campanha da candidata foram encontrados no local da prisão do acusado.

Mais.

Jornalistas também localizaram, em redes sociais, publicações nas quais RC Soares se identificava como coordenador da campanha da candidata do PL.

Diante disto tudo, exposto de fácil encontrar na mídia, as duas entidades de imprensa enxergam nessa medida da PRE/AM uma ameaça à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte, garantia assegurada pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal.

O SINJOR/AM lembra que o sigilo da fonte é uma conquista do jornalismo e uma proteção indispensável para que informações de interesse público possam ser apuradas e divulgadas à sociedade.

Diz a nota oficial do sindicato...'...A imprensa não pode ser constrangida a revelar suas fontes porque uma informação jornalística desagrada a um candidato ou grupo político. O exercício do jornalismo pressupõe apuração responsável e independência editorial, especialmente em períodos eleitorais, quando o direito da população à informação é essencial para o debate público...'

Mais.

O SINJOR/AM e a FENAJ alertam que iniciativas dessa natureza podem produzir efeito intimidatório sobre jornalistas e veículos de comunicação, comprometendo a liberdade de imprensa e o direito da sociedade de ser informada.

Do lastimável exposto de Maria do Carmo, as entidades reafirmam que o sigilo da fonte não é privilégio de jornalistas: é garantia constitucional da sociedade.

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Do SinjorAM