Arthur Neto, um nome assim como os seus, jamais esquecido...
Um político de rara estirpe, e que assim como ele, são os seus antepassados, bem como também foi meu pai, ManoeL Lima, magistral em seu tempo, teve honra de escrever sobre ele e de seu pai e seu avô…
Hoje, Manoel Lima navega nas nuvens do palácio celestial do nosso Deus, por onde há de estar os seus familiares - irmãos e pais, cunhados e cunhadas, assim oro e creio que na Casa do Pai, meu Jesus e Deus amado é sua morada, bem como também é dos familiares deste homem chamado Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto.
Este artigo saiu devido a uma postagem, que está abaixo deste texto, onde da sua rede social - Facebook, Arthurzão, que foi senador, deputado federal e prefeito de Manaus, nos presenteia com suas saudades parentais.
Único em muitos sentidos de uma parda totalidade de tempo, que não se tem mais nem na política e nem na sociedade, porque é Arthur Neto para nós, amazonenses; e Arthur Virgílio para o povo das emissoras de TV da grande imprensa nacional, eis, aqui, dois homens em muito de um único cabôco, que é aquele que parou o Congresso em voz única e solitária jamais, numa obstrução de sessão na defesa do Amazonas, da Amazônia e do Brasil; é aquele político que impediu que japoneses tivessem a patente do nosso açaí, e de forma visceral defendeu sua família quando sem arrepios de medo ameaçou (se necessário fosse) bater num presidente da República.
'Não mexa com filho, meu!'
Não, não mexam com um cabôco que foi jiu-juteiro, é irmão dos Gracie´s, é acima de tudo homem com uma geração em que eram forjados em aço e coração libertador, mas, jamais desrespeitador!
Desbragadamente, Arthur agiu pelo coração jamais sem perder o plumo do real cerne que sua vida seguia nos rios nossos da política além dos ribeirinhos, e na baila nacional cheia de tubarões, nadou sem medos.
Como prefeito limpou o Centro de Manaus, onde as calçadas eram territórios de todos, menos do cidadão, do pedestre. Comprou brigas homéricas e lutou contra outros gigantes como Jader Barbalho, ACM - também conhecido por Antônio Carlos Magalhães, entre tantos, e a nenhum de seus adversários se viu cabeça baixa, ou voz diminuta, nada disto!
Entre piranhas e jacarés, Arthur foi gigante, e pude, prazerosamente, ver sua verve pulsando de uma Tribuna fosse da Câmara e/ou Senado, ali estava uma riqueza em oratória, numa linha mista de raciocínio único onde ele dava voltas sem perder o cerne central do debate, e as pessoas, ávidas, ouviam atentamente a tudo captavam, que de forma magistral em rico português de um raro de excelência diplomática, porque ele é diplomata, Arthur é este homem que a política dentro dele não se cala, e assim ele foi um dos maiores políticos que lá, em Brasília soube nos defender.
Obrigado Arthur! E aqui renovo este artigo em reconhecer o tamanho de seus mandatos pelo Amazonas, em tempos duros lá atrás quando da repressão, e após ela, numa jovem democracia que se via nascer, creio que hoje, pesarosamente, vemos o mesmo, vemos um Brasil perdido e frágil onde vamos nos ajoelhando para o sombrio mundo em que o judiciário cria suas próprias leis, e o 'sistema' aprova e nos obriga ir aceitando.
Até quando Arthur??
Para alguns, mais incautos, pode parecer exagero essas linhas que traço, mas, para quem viu a pujança dos mandatos de Arthur sabe a quem me refiro quando, aqui, destaco sua eloquência e bravura em nos defender, defender e lutar pela democracia e liberdade, em que se jamais duvidou em que palanque Arthur Virgílio estava ou está.
Ao lado de meu pai, velho Lima, que, aqui, foi um dos grandes jornalistas, Manoel Lima também presenciou além de Arthur, as verves de seu pai e de seu avô, ícones nossos bons tempos, e de uma safra que o Amazonas produziu, e ele destruíam narrativas imperialistas e comunistas onde jamais se deixou que vivêssemos à sombra comuna, nada disto!
Parabéns Arthur, e pena ao povo amazonense e amazônida que não têm no Congresso essa voz, que hoje não silencia, mas, faz muita falta os seus ecos!
P.S
Ano que vem Arthur quem sabe topa no alto dos seus avançados anos de décadas de vida, ainda se sinta jovial para ir a mais um embate final da política, e se eleger para que no Congresso possa, sim, ensinar, mostrar que política é feita com letras Garrafais!
A liberdade não se negocia e nem a democracia deve-se ter apequenados!
Abcs meus, e de Lima, lá de cima - que alguma hora do tempo deles, lá, os nossos velhos possam se encontrar para um passeio nas nuvens, enquanto, aqui, pra baixo olham por nós …
…
Abaixo foto e texto de Arthur Neto…
…
Aí está uma parte distante, mas verdadeira e meiga para o meu coração!
Aí estão meu avô, desembargador Arthur Virgílio, negro, jurista brilhante, visto como o mais culto dentre tanta gente brilhante do seu tempo. Que orgulho seu legado me dá!
A seguir, meu pai, Arthur Virgílio Filho, que fez a Previdência ser superavitária, talvez a única vez em sua história. Senador bravo, culto e orador mais que brilhante.
Embaixo do retrato do meu avô, estou eu, no início da minha vida pública, há 50 anos. Ao lado, a foto do meu filho Arthur Virgílio Bisneto, arguto, inteligente e orador notável: vereador, três vezes deputado estadual e depois deputado federal, vice-líder das oposições ao governo Lula. A última foto é do meu neto Arthur Virgílio Meirelles do Carmo Ribeiro!
Meu filhão partiu! A dor não recua. Confio em Deus, suplicando que o coloque bem perto Dele, ajudando a proteger, lá de cima, o povo amazonense e o povo brasileiro.
Meu coração está mobilizado por essas simples, porém muito amadas, fotografias!




