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Pibid, agora, é política de Estado, parecer de Damares aprovado

Projeto aprovado em Plenário blinda programa de formação de professores contra cortes orçamentários e busca reverter o déficit de docentes no País.

Por Redação AgNorte

04/09/2026 - 08:10

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O Plenário do Senado Federal aprovou, em regime de urgência, o projeto de lei que institui o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) de forma permanente.

O texto (PL 2.269/2026), relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), estabelece a oferta de bolsas para estudantes de licenciatura e proíbe expressamente a redução de valores ou o contingenciamento de despesas vinculadas ao programa.

A matéria formaliza a execução estrutural entre o Ministério da Educação (MEC), a Capes e as instituições de ensino superior.

A aprovação avança no Congresso como uma resposta ao cenário classificado no relatório como "apagão de professores".

O documento aponta um déficit crescente de docentes em disciplinas críticas, como Física, Química, Matemática e Biologia, agravado pelo desinteresse dos jovens em ingressar nas licenciaturas devido a baixos salários e condições precárias.

A matéria atua como um incentivo financeiro voltado para alunos de baixa renda, operando na prática como uma política de permanência estudantil para frear o abandono universitário.

"Ao ser alçado ao status de política de Estado, e não meramente de governo, o Pibid contará com maior previsibilidade orçamentária e, portanto, segurança jurídica para as universidades e escolas envolvidas", sustentou Damares Alves no parecer aprovado.

A legislação estrutura o repasse financeiro em cinco frentes: bolsas de iniciação à docência para os universitários, bolsas de supervisão para os professores da rede pública que recebem os alunos, e três modalidades de coordenação destinadas aos docentes das instituições de ensino superior encarregados da gestão dos projetos.

O projeto aprovado é um texto substitutivo da Câmara dos Deputados a uma proposição original apresentada no Senado em 2012. A relatora incluiu emendas de redação para adequação da técnica legislativa, garantindo também a inserção explícita da educação de jovens e adultos no escopo das ações de formação do programa.

Por Assessoria de Comunicação

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