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Não para os abusos sindicais, governadora não vai admitir pressão eleitoral

Governadora afirma que não aceita reajuste tarifário

Por Redação AgNORTE

21/09/2026 - 20:28

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A semana começa com ameaças, e diante disto a governadora do DF, Celina Leão afirmou que não vai “admitir pressão eleitoral”, quando os rodoviários do DF aprovaram greve geral, marcada para iniciar na segunda-feira, dia 28.

Celina Leão em ação com o programa 'GDF na Sua Porta', no Gama, parou para dizer à imprensa, nesta segunda, 21, que o GDF está de portas abertas para debater com os sindicalistas, que se reuniram, e decidiram por unanimidade, em assembleia realizada no domingo (20), paralisar, já que neste primeiro momento as negociações entre trabalhadores, empresas e governo não avançaram.

O Sindicato dos Rodoviários do DF aguardam uma posição do GDF, e Celina avisa que quer negociar, mas a governadora avisa, não aceita reajuste tarifário

Do momento atual, quando estamos prestes a ter uma eleição concretizada, no próximo dia 4 de outubro, a governadora lembra que tal embate sindical não deveria ocorrer agora, mas, como sempre tem dito, Celina não deixa de enfrentar os problemas - mesmo que muitos tentam usar da questão política eleitoral.

“Não é o momento de se falar em reajuste tarifário. Não é este momento. É um momento eleitoral, pedimos uma auditoria dos contratos. Temos uma auditoria aberta e isso de ficar pressionando o governo para que, se não der o aumento, eles irão fazer greve no meio da campanha, não tenho medo. Estou pronta para dialogar, mas no meio de um projeto eleitoral receber essa pressão, eu não vou admitir.


Celina mais uma vez disse que o GDF mantém disposição ao diálogo com a categoria, mas, defendeu que eventuais discussões sobre o sistema de transporte sejam realizadas considerando a análise dos contratos em andamento.
Rodoviários reivindicam reajuste salarial

Os rodoviários cobram a renovação do acordo coletivo, que expirou em 30 de julho. Entre os itens previstos estão jornada de seis horas corridas, tíquete e cesta-alimentação, planos de saúde e odontológico, quinquênio e garantia de emprego para os cobradores, mesmo diante das mudanças relacionadas à retirada do dinheiro em circulação nos ônibus.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, as negociações ainda podem avançar antes da data prevista para o início da paralisação. A entidade também afirma que, caso não haja evolução nas conversas, poderão ocorrer mobilizações ou paralisações antes da greve marcada para o dia 28.