NFL e seu mundo onde o dinheiro e sucesso são jardas de vitórias
De uma liga de operários ao maior evento esportivo do planeta
| Pela segunda vez na história. |
| O Brasil foi palco de um jogo da maior liga de futebol americano do mundo, a NFL. |
| Se os pessimistas achavam que o esporte não “pegaria” no Brasil, é bom ressaltar que foram quase 50 mil pessoas em Itaquera e quase 2M assistindo a transmissão realizada pela Globo pelo YouTube. |
| A vitória do Los Angeles Chargers em cima do Kansas City Chiefs pela primeira rodada do torneio chamou atenção, mas a escolha do Brasil como palco é mais interessante ainda. |
| Nosso país já representa a terceira maior audiência da liga, que nasceu em 1920, na cidade de Canton, Ohio. Na época, os times eram formados por operários e jogadores de meio período. |
| Era um esporte que ninguém ligava |
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| Durante boa parte do século 20, os EUA já eram apaixonados por esporte — mas o futebol americano não estava nem entre os favoritos. |
| Nos anos 1920 e 1930, o trono esportivo era dividido entre o boxe e o beisebol, com ídolos como Babe Ruth e Jack Dempsey, considerados heróis nacionais. |
| A NFL? Era uma liga periférica. Formada em 1920, com times criados por operários e jogadores de meio período, os jogos aconteciam em campos de terra batida, diante de plateias pequenas. Quase ninguém dava bola. |
| Na virada para os anos 1960, os EUA mudavam — e a cultura do país pedia um novo espetáculo. A televisão estava se tornando o novo altar do entretenimento, e os esportes que funcionavam bem na telinha ganhavam força. |
| O boxe, por exemplo, era estático demais. O beisebol, técnico demais. O futebol americano? Tinha ritmo, violência controlada, grandes jogadas, mascotes e cheerleaders. |
| Era o esporte perfeito para a TV. As emissoras NBC e CBS negociavam os direitos de transmissão, com os americanos se tornando cada vez mais atraídos pelo esporte. |
| Os estádios passaram a ser desenhados pensando no enquadramento das câmeras e o show começou a importar tanto quanto o placar. Mas a virada de chave veio em 1966, quando o Super Bowl foi criado. |
| Um verdadeiro evento cultural |
![]() (Imagem: Getty Images) |
| Mais do que a final do torneio — o Super Bowl se tornou o maior espetáculo esportivo e publicitário do mundo. |
| Na edição passada, foram 123 milhões de telespectadores só nos EUA, maior audiência da história da TV americana. |
| Cada comercial de 30 segundos custou em média US$ 7 milhões, e mesmo assim os espaços foram esgotados meses antes. |
| Marcas como Apple, Pepsi e Budweiser disputam esse palco para lançar campanhas globais, sabendo que o retorno em atenção e lembrança de marca é incomparável. Um único spot pode impactar mais do que meses de mídia tradicional. |
| O evento movimenta mais de US$ 1,3 bilhão em publicidade, ativações e consumo direto, tornando-se também um catalisador econômico e cultural. É o segundo maior dia de consumo de comida nos EUA, atrás apenas do Dia de Ação de Graças (!!!!!). |
| Nos bastidores, artistas pagam para fazer do show do intervalo uma vitrine de alcance mundial — são mais de 190 países transmitindo o jogo. |
Ok, agora voltando ao Brasil |
| Por aqui, tudo começa em 1969, com a TV Tupi. Partidas gravadas passaram a ser exibidas com as fitas enviadas pela CBS dias depois. |
| O ao vivo só chegou nos anos 90, com Luciano do Valle na Band. A ESPN consolidou a transmissão regular em 1992. |
| De lá pra cá, a base de fãs só cresceu. Hoje, são mais de 35 milhões no país, fazendo do Brasil o segundo maior mercado internacional da NFL, atrás apenas do México. |
A NFL vale mais que Bahamas |
| O domínio da NFL é absoluto: Entre os 100 programas de TV mais assistidos nos EUA, no ano passado, 97 eram jogos de futebol americano. |
| Essa força se traduz em dinheiro. Em 2024, a liga faturou mais de US$ 23 bilhões — com uma meta de chegar a US$ 25 bilhões até 2027. |
| Para ter uma ideia, esse número já é maior que o PIB de países como Bahamas e Montenegro, e se aproxima de: |
Islândia > US$ 33 bi Paraguai > US$ 44 bi Bolívia > US$ 45 bi |
| O negócio passa pelos astros |
| Se os números da liga impressionam, os salários dos jogadores não ficam atrás. O quarterback Patrick Mahomes, do Kansas City Chiefs, QB 3x campeão do Super Bowl e considerado um dos melhores do atual ciclo, recebe cerca de US$ 45 milhões por temporada. |
| Esse valor é quase 3x maior que a remuneração média de um CEO das 500 maiores empresas dos EUA, que gira em torno de US$ 18,9 milhões. |
| Outro exemplo é Travis Kelce, tight end dos Chiefs. Ele ganha aproximadamente US$ 17 milhões por ano em campo, mas ampliou ainda mais sua fortuna com patrocínios e o seu podcast New Heights, avaliado em mais de US$ 100 milhões. |
![]() (Imagem: Getty Images) |
| Fora das quatro linhas, o namoro — agora noivado — com Taylor Swift, transformou o casal no centro das atenções globais, somando fãs que antes nunca tinham visto uma bola oval voar. |
| Estima-se que o “Taylor Swift Effect” tenha gerado mais de US$ 120 milhões em publicidade para a liga — isso inclui aumento de audiência, vendas de produtos, mídia espontânea e patrocínios. |
| Mas Travis está longe de ser o mais bem pago… |
| Dak Prescott, quarterback do Dallas Cowboys, assinou um contrato que o coloca como o jogador mais bem pago da liga: US$ 60 milhões por temporada. |
| O Cowboys é avaliado em US$ 13 bilhões, sendo o time esportivo mais valioso do mundo — muito à frente de gigantes como Real Madrid, Yankees e Golden State Warriors. |
| No ano passado, os Cowboys faturaram mais de US$ 1,2 bilhão e tiveram lucro operacional de US$ 629 milhões. |
| Por último, mas não menos importante |
| A primeira partida realizada no Brasil em 2024 movimentou cerca de R$ 336 milhões para a economia local. A expectativa é que essa sexta-feira tenha superado o marco do ano passado. |
| A GE TV transmite ao vivo pelo YouTube a partida de NY Giants x Washington Commanders, às 14h. Outros 13 jogos acontecem entre hoje e amanhã, alguns deles com transmissão da ESPN e SporTV. |






Islândia > US$ 33 bi
Paraguai > US$ 44 bi
Bolívia > US$ 45 bi