Uma torcida cansada de prestigiar e receber 'pipoca'...Time pipoqueirooooooo...!
'Time pipoqueiro’, gritou, frustrada, a torcida do São Paulo, que jogu ocontra o Timão, que saiu no 0 x 0 como vencedor
Na coragem ou na cara-de-pau, Dorival colocou a culpa na chuva.
Já para o novato treinador do Corinthians, ‘Graças a Deus, Angileri salvou o gol’,celebra Seedorf.
Mesmo com um jogador a mais, por 15 minutos, contra o Corinthians, encurralado, o São Paulo não teve competência para marcar um gol. 0 a 0, na Vila Belmiro.
Dorival errou ao desperdiçar o primeiro tempo sem Calleri. E Seedorf foi pior, ao colocar Memphis sem a menor condição de jogo.
O resultado ruim para os dois times.
O tricolor ficou longe dos que vão disputar a Libertadores. Os corintianos seguem na zona do rebaixamento.
“Time pipoqueirooooo....
“Time pipoqueirooooo....
“Time pipoqueirooooo....”

Esse era o coro que ecoou na Vila Belmiro, assim que acabou o clássico de ontem, 4.
Como no estado de São Paulo é proibido ter duas torcidas rivais paulistas, só havia são paulinos no estádio do Santos. O jogo foi lá, por causa dos shows do grupo coreano BTS. A direção, endividada, resolveu aceitar R$ 16 milhões e mandar o confronto no Litoral.
E como ‘presente’ ganhou um péssimo gramado, encharcado, com o temporal que caiu em Santos.
O São Paulo teve todas as chances de vencer, principalmente no segundo tempo, quando Dorival corrigiu o erro primário de deixar Calleri no banco.
“O São Paulo é um grande time, conseguimos eliminar bastante os perigos deles, nos defendemos bem”, comemorava Seedorf, o 0 a 0, no seu português claudicante.
Ao lembrar que o empate manteve o Corinthians na zona do rebaixamento, o holandês foi esperto e escolheu uma frase de efeito. E depois agradeceu ao Criador por seu time escapar de mais uma derrota.
“Dependemos só de nós (para escapar da zona do rebaixamento). Graças a Deus, Angileri conseguiu evitar (o gol do São Paulo.”
Faltaram talento e nervos aos jogadores do São Paulo, que desperdiçaram pelo menos quatro chances reais de gol, diante de Hugo Souza.
Seedorf também agiu contra seu time. Ao colocar Memphis, totalmente fora de ritmo. Foi o ídolo midiático que perdeu a bola que proporcionou o principal contragolpe do São Paulo.
Bobadilha lançou Pedro Lima, ele ganhou na corrida e tirou Hugo Souza da jogada. Com o gol aberto, o são paulino, de 20 anos, tremeu. Sentiu a responsabilidade e bateu fraco demais na bola. O que possibilitou o corte de Angileri.
Foi o lance mais claro de gol.
O clássico foi movimentado, com chances dos dois lados. O Corinthians esteve muito melhor no primeiro tempo. Dorival errou feio ao escalar Luciano, Artur e Lucas. Faltava o homem-gol, Calleri, que ele abriu mão.
O Corinthians teve em Garro seu grande maestro, na primeira etapa. Só que não companheiros a altura. Yuri Alberto teve uma das piores partidas desde que foi contratado. Kaio César estava atacado por enorme síndrome de afobação e Bidu, jogava com dores.
No segundo tempo, Dorival acordou e colocou Calleri. O São Paulo passou a ter uma ótima referência na área. Uma pena é o egoísmo e exibicionismo irritantes em Luciano, que pensa ser uma mistura de Ronaldinho Gaúcho com Yamal. E desperdiçou vários ataques do São Paulo.

Seedorf mostrou estar em ótima fase como censor, escolhendo as perguntas que seus jogadores podem responder, do que como técnico. Ele tirou André, que estava se desdobrando em três nas intermediárias. Colocou o apagado Carrillo. Garro saiu chorando, sentindo dores no joelho direito.
Triste foi a entrada de Memphis. Visivelmente fora de ritmo, lento, perdido em campo. Entrou pela personalidade, não por seu futebol. Faz péssima temporada, repleta de contusões. Só marcou um gol no Corinthians em 2026.
Para piorar, Yuri Alberto deu uma entrada maldosa, um carrinho com o pé levantado em Ferreirinha. Foi necessária a intervenção do VAR. Raphael Claus o expulsou, de forma correta. Como um menino, o atacante chutou o ‘pau’ de escanteio. E pisou na bandeira que o enfeitava, a do São Paulo. Yuri instigou a torcida são paulina, que o xingou muito.
Lucas Moura lutou. Mas foi improdutivo Rubens Chiri/São Paulo
O time de Dorival Júnior ficou 15 minutos com um jogador a mais, só que não conseguiu criar. E amargou o 0 a 0, péssimo resultado para os dois clubes.
“Está tudo nas nossas mãos, precisamos continuar trabalhando no dia a dia, jogo a jogo. O time mostrou confiança”, elogiou demais, Seedorf.
Dorival teve a coragem de colocar a culpa na chuva, pelo péssimo primeiro tempo.
“A ideia era ter mobilidade, não dar referência aos zagueiros do Corinthians. Infelizmente, no momento em que estávamos fazendo a preleção da partida, definida a formação, que eu trouxe a dúvida até momentos antes da saída do hotel, começou um dilúvio na cidade de Santos.”
Agiu como se não tivesse a liberdade de mudar o trio leve demais que escolheu para o seu ataque.
Calleri entrou só no segundo tempo.
O Corinthians passou todo a última etapa se defendendo, lutando por um ponto, como se fosse um time pequeno.
No final da partida, 0 a 0.
Equipe corintiana ainda na zona do rebaixamento.
O São Paulo longe da Libertadores.
E a torcida tricolor, com seu cruel coro, invadindo as alamedas que um dia já viram Pelé, na Vila Belmiro.
‘Pipoqueirooo... Time pipoqueirooooo...
‘Time pipoqueiroooo... Time pipoqueiroooo...



