Estreia com batida, Rafael Câmara se explica, define sua classificação como 'caótica'
Brasileiro bateu na última curva do Q2, mas largará em 11º no GP de São Paulo
O brasileiro Rafael Câmara viveu uma classificação "caótica" em sua estreia na Fórmula 1 (F1). Na tarde deste sábado (7), sob a chuva que atingiu o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o piloto da Haas avançou ao Q2, mas bateu no final da sessão. O pernambucano manteve a postura tranquila ao conversar com a imprensa após a atividade e destacou os aprendizados do dia.
Ainda se adaptando ao carro da Haas e correndo pela primeira vez com pneus intermediários, Rafael precisou ajustar o próprio ritmo ao longo da prova. Na avaliação do piloto, no momento em que se sentiu mais confortável, acabou exagerando na dose de confiança para entrar na última curva.
— Acabei errando na última curva, travei a roda. Depois tentei ainda soltar um pouco o freio pra ver se conseguia fazer a curva ainda, mas acabei passando reto, e depois de passar ali na grama não tem muito como recuperar. É uma curva que não dá margem para errar — explicou.
Quando retornou para o paddock, Rafa foi recebido com cantos da torcida, que chamava seu nome — algo que tem sido constante no fim de semana do brasileiro. Essa é mais uma motivação para o pernambucano buscar uma corrida limpa neste domingo (8).
— (A torcida) surpreendeu, com certeza. Em qualquer lugar que eu ia, tinha muita gente. Só de ver todo o suporte e carinho, o quanto eles estão torcendo e vibrando, é uma força a mais para eu estar lá e dar o meu máximo. Não vejo como pressão, é mais algo que empurra você. Levo como uma energia positiva para fazer meu trabalho.
Questionado se a chuva que marcou o sábado seria uma preocupação para o dia da corrida principal, Rafael negou e respondeu em tom bem-humorado.
— Não sou de açúcar, né!
Datas e horários do GP de São Paulo
DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO
🏎️ Corrida - a partir das 14h (de Brasília)



