O Brasil é um pais rodoviário.
E quando o diesel sobe, tudo sobe junto.
O novo reajuste de R$ 0,22 por litro anunciado pela Petrobras deve pesar não só para caminhoneiros, mas também no bolso do consumidor.
Mais de 65% da carga transportada no Brasil depende das rodovias, e o diesel representa cerca de 35% do custo do frete.
Ou seja, com o aumento no combustível, os custos operacionais sobem e, inevitavelmente, os preços dos produtos também.
Na greve dos caminhoneiros em 2018, por exemplo, alguns alimentos tiveram um aumento de até 150%. O saco de batata de 50kg, na época dobrou e passou de R$90 a R$ 180,00.
Agora, especialistas estimam que o reajuste pode elevar o preço do frete em até 2,5%, o que deve refletir direto no mercado. O arroz, por exemplo, já acumula alta de mais de 20% em um ano, e a inflação dos alimentos continua como uma das maiores preocupações para os consumidores.
Mas a questão vai além: o Brasil ainda é refém dos caminhões. Grandes empresas até conseguem segurar os repasses, mas caminhoneiros autônomos ajustam os preços quase imediatamente.
Zoom out: A inflação de 2024 fechou em 4,83%, mas o grupo de alimentos e bebidas subiu 7,69% no último ano — um salto considerável em relação a 2023, quando a alta foi de apenas 1,03%.