Essa declaração do Secretário de Estado americano, Marco Rubio, esclarece muito do movimento dos EUA em relação ao Brasil
“Veja, o Brasil é um país grande e importante. Acreditamos que, a longo prazo, é benéfico para o Brasil nos escolher como seu parceiro preferencial em comércio, em vez da China — por causa da geografia, da cultura, por causa de um alinhamento em tantos aspectos. Obviamente, temos alguns problemas com o Brasil, especialmente com a forma como têm tratado alguns de seus juízes, como têm tratado o setor digital nos Estados Unidos, e indivíduos localizados nos Estados Unidos por causa de postagens em redes sociais. Teremos que lidar com essas questões também. Isso acabou se entrelaçando em tudo isso. Mas o Presidente vai explorar se há maneiras de superar tudo isso, porque acreditamos que será benéfico fazê-lo. Vai levar algum tempo.” O que aprender com a vitória de Milei, na Argentina? A eleição legislativa argentina de 26 de outubro foi, na prática, um referendo sobre o governo Milei, e o que tivemos foi uma vitória esmagadora. Sua coalizão, La Libertad Avanza, conquistou mais de 40% dos votos e garantiu maioria nas duas casas do Congresso — 64 das 127 cadeiras em disputa na Câmara e 13 das 24 no Senado. Um feito raro. Mas o que importa não é apenas o número. É o significado político. Milei passou de presidente pressionado por uma Argentina quase totalmente aparelhada pela esquerda a líder com mandato popular e poder legislativo incontestavelmente real. Ora, o eleitor argentino não votou por conveniência, votou por continuidade! O que viemos foi a rejeição esmagadora do populismo que arruinou o país e deu ao governo a força para aprofundar cortes, privatizações e reformas necessárias para fazer a “Argentina grande de novo”. A reação do mercado foi imediata: a maioria dos ADRs (american depositary recpeipts) das empresas argentinas agora opera em alta. Já o ETF Global X MSCI Argentina (ARGT), fundo de índice listado nos EUA que replica o desempenho do índice MSCI All Argentina 25/50, subia mais de 10% no after hours. E esses são apenas exemplos do reflexo da vitória, simplesmente mostrando que, quando há previsibilidade política, o capital volta. Agora, o apoio internacional também pesou. Trump já havia deixado claro que o socorro de US$ 40 bilhões dos EUA dependeria da vitória de Milei. E ela veio. O recado foi que governabilidade é a nova moeda de confiança global. E é justamente aí que mora a lição para o Brasil. Em 2026, o jogo não será apenas entre esquerda e direita. Será entre quem consegue governar e quem apenas promete que vai mudar o país. A Argentina mostrou o que acontece quando um povo — cansado das narrativas populistas — decide apostar em coerência, mesmo pagando o preço no curto prazo. Mas o que isso significa para o investidor brasileiro, especialmente diante do cenário que se desenha aqui? E como o mercado deve reagir, antes mesmo de sabermos quem vencerá as eleições no Brasil? Essa é a análise que eu, Stormer e Fernando Ulrich faremos online e ao vivo no Poder & Mercado, dia 10 de novembro, às 19h. Caso queira participar, clique no botão e garanta sua vaga 100% gratuita para a análise. Lembrando que embora o evento seja gratuito, só participarão aqueles que estiverem inscritos. Então não perca a oportunidade de fazer isso agora. Não leva nem dois minutos e a inscrição, simples de ser realizada: PARTICIPAR Ué, o Estadão não vive dizendo que o Brasil vive a mais absoluta normalidade democrática? O que aconteceu? Deixaram alguém honesto escrever o editorial? Ué, a Lula News não disse que tinha sido um sucesso? Trump, sobre acordo comercial com o Brasil: “Vamos ver o que vai acontecer.” Foi ótimo! Só não deu em nada Segundo o militante de redação da Lula News, o encontro do Descondenado com Trump já foi positivo, mesmo que não gere acordo algum.... ![]() Veja também: A reunião entre Trump e Lula e o que a imprensa não falou sobre o encontro O acesso aos artigos de Ruschel são gratuitos, mas você pode ser um colaborador e fazer uma doação para apoiar seu trabalho.
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