Geral

COLUNA POLÍTICA

Essa declaração do Secretário de Estado americano, Marco Rubio, esclarece muito do movimento dos EUA em relação ao Brasil

Por Leandro Ruschel

27/10/2025 - 19:00

Leandro_Ruschel.webp


Screenshot of text statement by Secretary Rubio discussing upcoming meetings with Brazilian officials, positive phone call, importance of Brazil as trade partner over China due to geography and culture, issues with treatment of judges and digital sector affecting US individuals via social media posts, and presidents intent to resolve for mutual benefit.
“Veja, o Brasil é um país grande e importante. Acreditamos que, a longo prazo, é benéfico para o Brasil nos escolher como seu parceiro preferencial em comércio, em vez da China — por causa da geografia, da cultura, por causa de um alinhamento em tantos aspectos.
Obviamente, temos alguns problemas com o Brasil, especialmente com a forma como têm tratado alguns de seus juízes, como têm tratado o setor digital nos Estados Unidos, e indivíduos localizados nos Estados Unidos por causa de postagens em redes sociais.
Teremos que lidar com essas questões também. Isso acabou se entrelaçando em tudo isso.
Mas o Presidente vai explorar se há maneiras de superar tudo isso, porque acreditamos que será benéfico fazê-lo. Vai levar algum tempo.”

O que aprender com a vitória de Milei, na Argentina?
A eleição legislativa argentina de 26 de outubro foi, na prática, um referendo sobre o governo Milei, e o que tivemos foi uma vitória esmagadora.
Sua coalizão, La Libertad Avanza, conquistou mais de 40% dos votos e garantiu maioria nas duas casas do Congresso — 64 das 127 cadeiras em disputa na Câmara e 13 das 24 no Senado. Um feito raro. Mas o que importa não é apenas o número. É o significado político.
Milei passou de presidente pressionado por uma Argentina quase totalmente aparelhada pela esquerda a líder com mandato popular e poder legislativo incontestavelmente real.
Ora, o eleitor argentino não votou por conveniência, votou por continuidade! O que viemos foi a rejeição esmagadora do populismo que arruinou o país e deu ao governo a força para aprofundar cortes, privatizações e reformas necessárias para fazer a “Argentina grande de novo”.
A reação do mercado foi imediata: a maioria dos ADRs (american depositary recpeipts) das empresas argentinas agora opera em alta. Já o ETF Global X MSCI Argentina (ARGT), fundo de índice listado nos EUA que replica o desempenho do índice MSCI All Argentina 25/50, subia mais de 10% no after hours. E esses são apenas exemplos do reflexo da vitória, simplesmente mostrando que, quando há previsibilidade política, o capital volta.
Imagem
Agora, o apoio internacional também pesou. Trump já havia deixado claro que o socorro de US$ 40 bilhões dos EUA dependeria da vitória de Milei. E ela veio. O recado foi que governabilidade é a nova moeda de confiança global.
E é justamente aí que mora a lição para o Brasil.
Em 2026, o jogo não será apenas entre esquerda e direita. Será entre quem consegue governar e quem apenas promete que vai mudar o país.
A Argentina mostrou o que acontece quando um povo — cansado das narrativas populistas — decide apostar em coerência, mesmo pagando o preço no curto prazo.
Mas o que isso significa para o investidor brasileiro, especialmente diante do cenário que se desenha aqui?
E como o mercado deve reagir, antes mesmo de sabermos quem vencerá as eleições no Brasil?
Essa é a análise que eu, Stormer e Fernando Ulrich faremos online e ao vivo no Poder & Mercado, dia 10 de novembro, às 19h.
Caso queira participar, clique no botão e garanta sua vaga 100% gratuita para a análise.
Lembrando que embora o evento seja gratuito, só participarão aqueles que estiverem inscritos. Então não perca a oportunidade de fazer isso agora.
Não leva nem dois minutos e a inscrição, simples de ser realizada:
PARTICIPAR

Ué, o Estadão não vive dizendo que o Brasil vive a mais absoluta normalidade democrática?
Newspaper page from O Estado de S. Paulo dated July 30 2024 featuring an editorial titled O Supremo cria o crime de desinformação discussing the Supreme Federal Tribunals decision to criminalize disinformation with details on judicial actions legislative impacts and implications for free speech in Brazil including quotes from justices and legal analyses.
O que aconteceu? Deixaram alguém honesto escrever o editorial?
Ué, a Lula News não disse que tinha sido um sucesso?
A screenshot of a UOL news article page in Portuguese titled Internacional Trump parabeniza Lula elogia reuniao mas nao da certeza de acordo from Do UOL Sao Paulo dated 27/10/2024 07:55 with canaluol branding and audio play options. Below the title a video thumbnail shows Donald Trump in a suit pointing forward with a speech bubble saying Vamos ver o que vai acontecer highlighted in red at 0:16 of 0:56 duration.
Trump, sobre acordo comercial com o Brasil: “Vamos ver o que vai acontecer.”
Foi ótimo! Só não deu em nada
Screenshot of a GloboNews broadcast featuring four anchors in a studio setting two women and two men dressed professionally one woman with long dark hair wearing a black blazer another man in a light shirt and another in a suit with tie discussing political topics with on-screen text about Trump meeting Brazilian president and potential impacts.
Segundo o militante de redação da Lula News, o encontro do Descondenado com Trump já foi positivo, mesmo que não gere acordo algum.... 🤡

Veja também:
A reunião entre Trump e Lula e o que a imprensa não falou sobre o encontro
Assistir Q&A da Semana
O acesso aos artigos de Ruschel são gratuitos, mas você pode ser um colaborador e fazer uma doação para apoiar seu trabalho. Acolha o livre pensamento. Clique no botão abaixo: