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COLUNA POLÍTICA

O escândalo do Master e a República da Impunidade

Por Leandro Ruschel

30/01/2026 - 09:28

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O escândalo do Banco Master deixa claro que o Brasil virou uma republiqueta bananeira, na qual empresários inescrupulosos podem comprar poder e produzir fraudes em série.
Em vez de as instituições criarem um ambiente de livre mercado, garantindo contratos e as regras do jogo, há um ambiente de “pay for play”, que beneficia não os melhores empreendedores — que ofereceriam ao público os melhores produtos e serviços pelo menor preço —, mas sim os mais dispostos a molhar a mão dos poderosos, num sistema também conhecido como “capitalismo de compadrio”.
Neste último escândalo, as fraudes não cessaram porque alguma autoridade agiu, mas porque a pirâmide financeira colapsou.
Quando isso aconteceu, não houve interesse em fazer cessar os crimes, e sim em empurrar o prejuízo para um banco estatal...
Depois que essa manobra não deu certo, o passo seguinte foi tentar jogar tudo para baixo do tapete e blindar todos os envolvidos. Quem reclama disso é acusado de “atacar a democracia”.
Nada disso é novidade.
Na prática, é o mesmo roteiro desbaratado pela Lava Jato: empresários inescrupulosos agindo em conluio com autoridades igualmente inescrupulosas para saquear o país e enriquecer.
Com a descondenação em massa que se seguiu à Lava Jato, o establishment percebeu que não havia mais risco. Instalou-se um clima de “liberou geral”, que abriu espaço para escândalos ainda mais ousados, como o do Master ou os desvios no INSS. Podemos apenas imaginar quantos esquemas estão em funcionamento neste exato momento — e ainda não vieram à luz.
Hoje, fica claro que o verdadeiro golpe foi a blindagem do sistema promovida nos últimos anos sob o subterfúgio da “defesa da democracia e das instituições”. No fundo, tratou-se de repressão a quem tentou sanear o país.
Assim, o primeiro passo para sair desse lamaçal é ANULAR as condenações promovidas pelo estado de exceção e, efetivamente, investigar e punir os envolvidos na destruição da República.
A pergunta é: quem tem condições materiais de fazer isso? O sistema não punirá o próprio sistema...
As tragédias em Minnesota deixam claro como a esquerda produz “mártires” em prol do projeto de poder
Algo que você precisa entender ao entrar na arena política: movimentos e ideias revolucionárias de matriz comunista têm um histórico marcado por autoritarismo, propaganda e brutalidade — e, quando chegam ao poder, repetidamente produziram repressão, miséria e mortes em escala massiva.
Não é coincidência. O traço recorrente desse campo político é a manipulação da narrativa: distorcer fatos, fabricar símbolos, criar mártires e pressionar instituições até que a realidade se dobre ao discurso.
Um exemplo recente disso é a tentativa de transformar em “exemplar” a figura de um agitador morto após confronto com autoridades. Elizabeth Warren, frequentemente na ala mais radical do Partido Democrata, passou a explorar politicamente o episódio, numa operação típica de santificação pública: o homem vira “vítima perfeita”, independentemente do que de fato tenha acontecido.
Segundo relato do próprio pai, nas últimas semanas o rapaz teria se aproximado mais de grupos de extrema-esquerda que lideram ações violentas contra a polícia, chegando ao ponto de abandonar o trabalho para participar de ações de confronto com a polícia.
Em paralelo, setores da imprensa americana — especialmente os mais militantes — trataram o caso como peça de propaganda. Há relatos de tratamento editorial cuidadosamente “humanizador”, inclusive com o uso de recursos de imagem para melhorar retratos e suavizar a percepção pública. A retórica chegou ao ridículo: uma comentarista da CNN descreveu o sujeito como “o namorado que qualquer mãe sonharia para a filha”.
Warren, por sinal, também coleciona controvérsias sobre sua autoidentificação como nativa americana — tema amplamente debatido nos EUA e explorado por adversários políticos, inclusive por Donald Trump, que a apelidou de “Pocahontas”. Testes genéticos divulgados publicamente demonstraram que, na verdade, ela tem 1/1024, ou seja, um traço de sangue indígena.
O governador de Minnesota também aderiu à narrativa de santificação do episódio. Depois de semanas de tensão, discursos inflamatórios e acusações extremadas — como rotular forças policiais de “nazistas” —, autoridades estaduais voltaram a confrontar publicamente políticas federais de imigração, numa escalada que instigou pessoas como o enfermeiro que acabou morto.
Somam-se a isso o escândalo de desvio de bilhões de dólares por operadores democratas no estado, ligado ao governador e à comunidade somali na região, que o fez anunciar a desistência da campanha pela reeleição. Ontem, outra deputada extremista, Ilhan Omara, primeira muçulmana a ser eleita para o Congresso, cuja base eleitoral é a comunidade somali, veio a público exigir nada menos que o fim da polícia de imigração e a abertura das fronteiras americanas. Há fortes indícios de que ela tenha casado com o próprio irmão para garantir a ele um green card.
E então surge o ponto decisivo: com a divulgação de um vídeo em que o “anjinho” aparece agredindo policiais, a construção do mártir começa a ruir. Mesmo assim, grandes veículos e influenciadores continuam minimizando ou ocultando o material, insistindo numa narrativa seletiva — não por desinformação inocente, mas por conveniência política.
No fim, o mecanismo funciona: o episódio vira pretexto para escalada em Washington. Senadores democratas passam a usar o caso como instrumento de pressão, acenando até com paralisação do governo (shutdown) para travar medidas do governo Trump e manter aberta uma agenda migratória que, na prática, interessa eleitoralmente ao partido, com a formação de sua nova e potente base eleitoral.

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