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COLUNA POLÍTICA

O Supremo e o Abismo Moral sem Fundo

Por Leandro Ruschel

07/02/2026 - 10:51

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Em uma República digna do nome, uma Corte Constitucional deveria ser composta por magistrados que ostentassem não apenas reputação ilibada, mas um comportamento exemplar, situando-se rigorosamente acima de qualquer suspeita. O que testemunhamos hoje, contudo, é um espetáculo grotesco que coroa anos de uma degeneração moral e institucional sem precedentes na história do Supremo.
Ao longo dos últimos sete anos, o tribunal promoveu uma “descondenação” em massa, beneficiando quase todos os políticos e empresários atingidos pela Lava Jato — o maior esquema de corrupção já desvendado no país. Paralelamente, os ministros operaram uma autoblindagem sistemática por meio de inquéritos que, na prática, emulam o espírito dos Atos Institucionais. Ao arrepio da Constituição e do sistema acusatório, transformaram-se simultaneamente em vítimas, investigadores, acusadores e julgadores de seus opositores.
Essa escalada resultou em uma onda de censura e perseguição política que atingiu o ápice no último processo eleitoral. Em nome de uma suposta “defesa da democracia”, o tribunal incorreu em uma autocontradição flagrante, deixando claro seu viés partidário. Diante da explosão de indignação de grande parcela da população, a Corte utilizou seus “superpoderes” autoatribuídos para esmagar manifestantes com punições draconianas. Processos marcados pela arbitrariedade atropelaram direitos fundamentais e, na prática, criminalizaram a oposição, mimetizando o comportamento de regimes de exceção.
Enquanto a liberdade era cerceada, ministros estreitavam laços com empresários bilionários em convescotes de luxo nos destinos mais sofisticados do globo. É estarrecedor notar que tais empresários frequentemente figuram como réus ou interessados diretos em causas julgadas pelos mesmos magistrados que com eles brindam.
Essa promiscuidade atingiu o ápice com a implosão do Banco Master — rotulada pelo próprio Haddad como a maior fraude bancária da história. Revelações da imprensa apontam que o banco mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Moraes, sem que a natureza dos serviços prestados tenha sido devidamente esclarecida.
Simultaneamente, veio a público que um fundo gerido pela Reag Investimentos — umbilicalmente ligada ao ecossistema do Master — adquiriu participação majoritária no Tayayá Aqua Resort, empreendimento controlado por familiares do ministro Dias Toffoli. Investigações do portal Metrópoles revelaram que funcionários do resort tratavam Toffoli não como visitante, mas como o verdadeiro dono.
A gravidade se acentua ao lembrarmos que Toffoli é o relator das investigações do caso Master. Sua condução tem sido pontuada por medidas esdrúxulas: determinou uma acareação entre o dono do banco e auditores do Banco Central em pleno feriado de fim de ano, sem provocação da PF ou do Ministério Público. Além disso, tentou impedir a perícia em materiais apreendidos de investigados, recuando apenas após o clamor da opinião pública — inclusive daquela parcela da imprensa que, por anos, serviu como linha de defesa do tribunal.
Diante do evidente conflito de interesses, a reação dos ministros foi o escárnio. Em vez de se declararem impedidos, vieram a público questionar as limitações impostas à magistratura, se opondo obliquamente a qualquer Código de Conduta, iniciativa do presidente da Corte. Moraes chegou ao absurdo de dizer que seria “ridículo” impedir um juiz de julgar um banco do qual é acionista; Toffoli endossou a tese, alegando que magistrados devem ter negócios, pois muitos “são fazendeiros”.
Ora, a isenção é a viga mestra de qualquer sistema de justiça. Se um juiz possui interesse econômico em uma parte, sua imparcialidade está morta. O que assistimos hoje é o desdobramento inevitável de anos de degradação institucional, alimentada por uma elite política e midiática que chancelou arbítrios em troca de uma “limpeza” ideológica contra os conservadores.
O poço, pelo visto, continua sem fundo.
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Lula compara “bolsonarismo” à doença
A militante de redação petista, Daniela Lima, foi “entrevistar” o Descondenado.
Ela perguntou ao sujeito por que “os avanços sociais” não viram voto.
Lula então expôs todo o seu ódio contra os opositores, afirmando que “bolsonaristas não acreditam em nada, eles acham que a Terra não é redonda, que vacina o cara vira gay, vira jacaré... é como se fosse uma doença.”
Há quem chame isso aí de “oposição”
Da matéria:
“Chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), foi recebido pelo presidente Lula (PT) na antevéspera do Natal. O encontro ocorreu na Granja do Torto, a pedido do senador, no dia 23 de dezembro e contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Descrita pelos participantes como cordial, a conversa, não registrada na agenda do petista, teve o objetivo de reaproximar Nogueira de Lula, sob o patrocínio de Motta. Segundo relatos, o chefe do PP procurou o presidente em busca de um acordo para renovar seu mandato de senador pelo Piauí, estado governado pelo PT.
De acordo com políticos que estão dos dois lados da negociação, Nogueira articula a formação de um pacto segundo o qual Lula apoiaria enfaticamente apenas um candidato para o Senado, o também senador Marcelo Castro (MDB). Isso facilitaria a reeleição do presidente do PP, uma vez que haverá duas vagas em disputa em outubro deste ano.
Ao confirmar o encontro, um aliado de Nogueira disse que ele quer que o governo e o PT não atrapalhem sua candidatura, acenando, em troca, com uma neutralidade do PP na disputa presidencial. Por essa proposta, o partido não se aliaria formalmente ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa contra Lula.”
Bonner, você carregará essa culpa pela eternidade
É preciso deixar documentado:
O “jornalismo profissional” brasileiro é o principal responsável pela destruição do país. E pouca gente representa melhor a transformação do jornalismo em militância política de aluguel do que William Bonner.
Ele jogou a própria biografia no lixo no exato momento em que, ao entrevistar Lula, disparou a frase: “o senhor não deve nada à Justiça”.
Não podemos esquecer que a Rede Globo passou anos apresentando a corrupção em escala industrial praticada pelos “companheiros” e exposta pela Operação Lava Jato, para, em um segundo momento, apoiar e fazer campanha aberta a favor do Descondenado.
Com a empáfia típica dos militantes esquerdistas de redação, Bonner se apresenta como o autointitulado “defensor da democracia”. Mesmo diante dos colossais escândalos no INSS e no Master, e de toda a onda de censura e perseguição promovida pelo sistema contra seus opositores, o “valente” tem a cara de pau de insistir na falsa narrativa.
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