Por que a esquerda ataca a família, a religião e a lei?
Episódios recentes, como a utilização do carnaval para promover narrativa política e atacar valores tradicionais, costumam ser tratados como manifestações culturais ou, no máximo, como provocação ideológica. Essa leitura erra o essencial.
Não se trata de estética. Trata-se de estratégia.
Para compreender esse tipo de movimento, é necessário ir além do episódio e observar a estrutura de pensamento que o sustenta. Ao longo do último século, a tradição marxista estabeleceu como objetivo central a destruição das bases da sociedade vigente para a construção de uma nova ordem. Não uma reforma gradual, mas uma substituição completa.
Essa diferença é fundamental.
A visão conservadora parte da ideia de continuidade: a sociedade é imperfeita, mas deve ser aprimorada com base em tradições, instituições e regras que se provaram funcionais ao longo do tempo. Já a visão revolucionária parte do pressuposto oposto: a estrutura existente é essencialmente injusta e, portanto, precisa ser destruída.
A partir dessa premissa, torna-se possível entender os alvos.
A família é uma das principais células da organização social. É nela que se formam vínculos, responsabilidades e incentivos de longo prazo, como a preservação de patrimônio e a transmissão de valores. Essa estrutura cria autonomia em relação ao Estado. Quanto mais forte a família, menor a dependência de um poder central.
Por isso, ela precisa ser enfraquecida.
O mesmo se aplica à religião, especialmente a tradição cristã. Ao estabelecer uma ordem moral superior ao poder terreno, a religião impõe limites. Introduz a ideia de responsabilidade individual, de certo e errado independentes da conveniência política. Para uma visão materialista, na qual não há dimensão espiritual, essa referência externa é um obstáculo.
Se não há uma autoridade moral acima do homem, resta apenas a disputa por poder.
E é nesse ponto que surge o conceito de moral revolucionária. Não existe um bem ou mal universal. Existe apenas aquilo que favorece ou prejudica o avanço do projeto político. Se determinada ação fortalece a revolução, ela é justificada. Se a enfraquece, deve ser combatida.
Essa lógica explica a facilidade com que corrupção, manipulação e até violência são relativizadas. Não como desvios, mas como instrumentos.
A ordem legal também não escapa. O direito deixa de ser um conjunto de regras aplicadas de forma impessoal e passa a ser utilizado como ferramenta. Normas são reinterpretadas, princípios são flexibilizados e instituições são instrumentalizadas para atingir objetivos políticos específicos. O critério deixa de ser a lei. Passa a ser a utilidade.
Nesse ambiente, o único crime real é a oposição.
Família, religião e lei não são atacadas por acaso. São obstáculos estruturais a um projeto que depende da concentração de poder. Enfraquecer esses pilares significa ampliar a capacidade de intervenção do Estado e reduzir a autonomia do indivíduo.
O episódio recente apenas torna visível algo que já opera há muito tempo.
A dificuldade de compreensão desse processo leva a análises superficiais, focadas em eventos isolados. Mas não é possível enfrentar um movimento dessa natureza sem entender sua lógica interna.
Não se trata de reagir a manifestações culturais.
Trata-se de compreender um projeto de poder que exige, como condição, a dissolução das estruturas que limitam esse próprio poder.
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É por isso que essa figura lamentável é pior que o PT: acaba enganando os incautos de forma mais efetiva

Tipinhos tucanos e globalistas como Eduardo Leite são mais nefastos que os petistas, pois, no fim do dia, formam a linha auxiliar do PT ao se travestirem de “oposição”, dividindo a força potencial de qualquer movimento contrário à esquerda.
Veja que ele simula “isenção”, condenando tanto o uso da escola de samba como ferramenta de propaganda eleitoral, mas afirmando que “a comemoração da derrota do oponente seria AINDA PIOR”.
Ou seja, comemorar o fato de que um crime eleitoral não tenha gerado completamente o resultado almejado seria pior do que o próprio crime.
É por isso que o sujeito recebe Lula e critica quem o vaia, em suposta defesa da “institucionalidade”, da “figura do presidente”.
Ora, se o presidente foi condenado no maior escândalo da história e depois descondenado para ser alçado ao poder, representando e protegendo o que há de mais podre no establishment brasileiro, defender a sua legitimidade é defender a mesma podridão.
Mais um escracho do PT, instrumentalizando a justiça eleitoral para perseguir opositores, como tem feito há anos...
Não contente em utilizar uma escola de samba, bancada com recursos públicos, para fazer campanha antecipada do Descondenado, o partido agora quer que o TSE PUNA QUEM CRITICOU!!!
Ou seja, além de contar com a impunidade, eles querem utilizar o tribunal eleitoral para CENSURAR opositores!
Fazem isso porque instrumentalizaram completamente as cortes.
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