A espiral da miséria que a esquerda promove desde sempre
Eu fico realmente na dúvida se esse André Rizek é simplesmente burrão ou se é mal-intencionado, como quase todo esquerdista. Provavelmente sejam as duas coisas. De qualquer forma, o sujeito distorce os achados do artigo — ou simplesmente não leu. A parte mais interessante da pesquisa é a ponderação das horas trabalhadas por semana em relação à produtividade e aos desincentivos ao trabalho, como, por exemplo, altos impostos ou bolsas que sustentam as pessoas sem que elas tenham que trabalhar, levando em conta ainda a curva demográfica. Nesse ranking, o brasileiro trabalha 1,3 hora a menos por semana que a média global e está na 56ª posição. O primeiro lugar do ranking é o Japão. Por esse critério, o japonês trabalha 6,6 horas a mais por semana que a média global. Este trecho é especialmente relevante: “De modo geral, a característica que melhor explica a quantidade de horas trabalhadas mundo afora é a produtividade dos trabalhadores. Mas de uma maneira que não é direta, linear. A relação entre a produtividade e as horas trabalhadas segue, grosso modo, a forma de uma montanha, com subida, pico e descida. À medida que cresce a produtividade da economia nacional, quando os países deixam de ser pobres e se tornam países de renda média, aumenta o número de horas trabalhadas. É a subida. Compensa, nesse caso, trabalhar mais e, afinal, poder consumir mais. A partir de certo ponto, contudo, a produtividade já é tão alta, e o consumo também, que os trabalhadores passam a dar mais valor ao lazer. Começa, então, a descida da serra: enquanto a produtividade continua a aumentar, o número de horas trabalhadas diminui. Quem é rico pode se dar ao luxo de trabalhar menos. Na França, por exemplo, trabalha-se em média 31 horas por semana (78º lugar, entre 87 países). O que Duque descobriu é que os trabalhadores brasileiros escolheram “descer a serra” e trabalhar menos antes de ficarem ricos. No Brasil, segundo o levantamento, trabalha-se 1 hora e 12 minutos a menos por semana do que seria esperado, dado o seu nível de produtividade e o seu perfil demográfico.” Ou seja, o brasileiro médio quer o impossível: viver como rico sem ter criado a riqueza, representada pela maior produtividade. Esse é um conceito estranho para os esquerdistas: a criação de riqueza. Eles acreditam que é tudo uma questão de distribuição. É a lógica por trás do movimento pelo fim da escala 6x1: trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Só há um problema: se a produtividade permanece a mesma e menos horas são trabalhadas, alguém terá que pagar pela diferença gerada. O Estado está quebrado. As empresas estão quebradas. Quem pagará? A resposta do esquerdista costuma ser: vamos cobrar mais impostos dos ricos. Novamente, há problemas. O patrimônio dos ricos é finito e, ao reduzir o incentivo ao enriquecimento, reduz-se também o incentivo ao investimento e à criação de novos negócios. O resultado é previsível: menos empresas, menos incentivo ao trabalho, menos empregos e, portanto, menos riqueza para todos — exceto para os líderes políticos que promovem essa política e seus aliados. Militantes de redação como Pedro Doria são os principais responsáveis pela consolidação do regime de exceção brasileiro Pedro Doria finalmente admitiu o óbvio: o Inquérito das “Fake News” virou um monstro que ameaça tragar seus próprios apoiadores. No entanto, em um exercício de contorcionismo intelectual, ele ainda tenta justificar o pecado original de 2019. Como um legítimo “cosplay de liberal”, Doria flerta com a autocrítica, mas recua antes de admitir que ajudou a chocar o ovo da serpente.A tese de Doria é de que, naquele momento, o “Paradoxo da Tolerância” de Karl Popper justificava “forçar a mão” sobre direitos individuais. É uma mentira conveniente que precisa ser desmascarada por qualquer pessoa minimamente honesta. Karl Popper jamais defendeu a censura como ferramenta de gestão política. Em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, ele é cristalino: a supressão de ideias só é legítima quando o diálogo racional se torna impossível e o adversário recorre a “punhos e pistolas”. “Contanto que possamos combatê-las com argumentos racionais e mantê-las em xeque pela opinião pública, a supressão seria certamente insensata.” (Popper, 1945). Ora, quem estava usando “punhos e pistolas” em 2019? A realidade desmente a narrativa de Doria. Os primeiros alvos do inquérito do Supremo não foram milícias armadas, mas o jornalismo investigativo e a fiscalização institucional. Foram censuradas reportagens que expunham denúncias de Marcelo Odebrecht contra um ministro e suspensas investigações da Receita Federal sobre transações atípicas de familiares de magistrados. A Confissão do Aprendiz de Feiticeiro No vídeo, Doria reconhece, com um misto de embaraço e vergonha, que houve um avanço sobre o alicerce da democracia. Ele admite que o mecanismo que ele validou tornou-se um “monstro crescente”. O problema é que o “monstro” não nasceu de um erro de cálculo; ele nasceu de uma escolha deliberada de setores da imprensa e da intelectualidade em trocar o Estado de Direito por uma “segurança” autoritária que lhes parecia politicamente útil na época: a perseguição policial de seus oponentes ideológicos. Tipos como Pedro Doria são os fiadores morais do regime de exceção. Ao tentarem passar um verniz de legitimidade em medidas puramente inquisitoriais, eles destruíram a própria credibilidade e, agora, tremem ao ver que o Leviatã que alimentaram não distingue entre conservadores e “liberais” de ocasião. A tolerância de Popper não era um cheque em branco para o autoritarismo judicial; a canalhice de Doria, sim. Tentaram matar Trump novamente Um homem armado com uma espingarda e uma lata de combustível foi baleado e morto por agentes do Serviço Secreto dos EUA e oficiais do condado de Palm Beach depois de violar o perímetro seguro em Mar-a-Lago durante a noite às 1h30, em uma possível tentativa fracassada de assassinato do presidente Trump. ... O acesso aos artigos de Ruschel são gratuitos, mas você pode ser um colaborador e fazer uma doação para apoiar seu trabalho.
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