Caso Master aprofunda crise institucional e expõe disputa dentro do sistema político
O escândalo do Banco Master já era grave o suficiente por si só. Um rombo bilionário, relações com figuras influentes da República e indícios de que um banco havia se transformado em uma engrenagem central de financiamento dentro do sistema político brasileiro. Mas o que começa a emergir agora vai além da fraude financeira. Há algo ainda mais revelador: a forma como o próprio establishment passou a reagir ao caso. Durante anos, o sistema se manteve apoiado em dois pilares bastante claros. De um lado, a narrativa da defesa da democracia como fonte de legitimidade institucional. De outro, o uso crescente de mecanismos de coerção política contra adversários e críticos. Esse arranjo funcionou por bastante tempo. Parte da imprensa, da academia e de setores influentes da sociedade atuou como sustentação desse modelo, justificando medidas excepcionais em nome da preservação das instituições. O que começa a mudar agora é justamente esse comportamento. Setores que passaram anos blindando o núcleo do poder começaram, de forma relativamente repentina, a expor a lama que envolve o centro do sistema político brasileiro. A pergunta inevitável é simples: por quê? Uma hipótese cada vez mais evidente é que o escândalo do Banco Master tenha atingido diretamente uma das engrenagens financeiras do próprio establishment. Quando o fluxo de recursos que alimenta um arranjo de poder entra em colapso, a engrenagem começa a ranger. Nesses momentos, a política costuma recorrer a uma fórmula bastante conhecida: sacrificar algumas peças para preservar o funcionamento do sistema como um todo. Em outras palavras, entregar os anéis para preservar os dedos. O Banco Master pode ter assumido, nos últimos anos, o papel que no passado foi desempenhado por grandes empreiteiras — uma fonte central de financiamento e influência dentro do establishment. Quando essa estrutura implode, a estabilidade do arranjo político inevitavelmente entra em risco. É por isso que a crise atual não se resume a um escândalo bancário. Ela revela fissuras mais profundas dentro do próprio sistema de poder que governou o país nos últimos anos. E a forma como essas fissuras serão resolvidas pode determinar o nível de instabilidade política que o Brasil enfrentará daqui para frente. Veja mais comentários sobre o assunto: Uma semana após ataques ao Irã, conflito revela nova fase da Guerra Fria entre EUA e China Pouco mais de uma semana após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, já é possível identificar alguns elementos centrais sobre a dinâmica do conflito e sobre o cenário geopolítico que está se formando ao redor dele. Do ponto de vista militar, o resultado inicial parece claro: a capacidade militar iraniana foi severamente degradada, com perdas na liderança política e militar, destruição de ativos estratégicos e domínio aéreo praticamente completo da coalizão ocidental sobre o território iraniano. Diante disso, o regime iraniano tenta elevar o custo econômico da guerra, principalmente por meio do uso massivo de drones e da ameaça ao fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de energia. O objetivo estratégico dos Estados Unidos, no entanto, parece mais amplo: impedir que o Irã alcance capacidade nuclear e evitar que o país se torne uma base regional para a coalizão formada por China, Rússia e seus aliados. Nesse sentido, o conflito não representa o início de uma terceira guerra mundial, mas sim mais um capítulo de uma nova Guerra Fria que já se desenrola em diferentes regiões do planeta. Mesmo que o regime iraniano sobreviva politicamente à crise atual, sua capacidade militar foi drasticamente reduzida — e dificilmente o país conseguirá representar, nos próximos anos, uma ameaça estratégica relevante para o Ocidente. Ex-guerrilheiro comunista foi deportado do Panamá Franklin Martins integrou o grupo terrorista MR-8 durante o regime militar, onde era conhecido pelo codinome “Valdir”. As atividades do grupo incluíam assaltos a bancos — chamados internamente de “expropriações revolucionárias” — e ataques a policiais e militares. Os recursos obtidos eram usados para comprar armas e subornar autoridades visando libertar militantes presos. Segundo Martins, ele foi impedido de entrar no Panamá, com base numa lei de imigração que proíbe entrada de pessoas que cometeram “crimes graves”. Martins alega que jamais cometeu crimes: “Mais uma vez afirmei que não havia cometido crime algum, mas lutado contra uma ditadura. E me orgulhava disso” — escreveu o jornalista no relato divulgado pela Associação Brasileira de Imprensa. É preciso lembrar que o MR-8 jamais lutou por democracia, mas para impor uma ditadura comunista. Depois da deportação, o governo panamenho pediu desculpas ao governo Brasileiro, e disse que Martins seria bem-vindo. Durante a madrugada, o petróleo chegou a ser negociado a quase US$ 120 o barril, arrefecendo agora para US$ 102 O movimento do petróleo segue a lógica do colapso da oferta, com o corte do fluxo de 20 milhões de barris por dia que passam pelo Estreito de Ormuz, “fechado” por conta da operação militar contra o regime iraniano. O Irã está apostando todas as fichas no terrorismo econômico para sobreviver. Mesmo tendo a sua marinha e força aérea obliterada pelos ataques americanos e israelenses, o Irã segue utilizando drones e mísseis para atingir alvos em países árabes, e ameaçar qualquer navio tanque que passe pelo estreito. O objetivo é aumentar o custo econômico da operação para os países da região, e também para os EUA. O risco para o Irã é unir esses países, que podem participar mais ativamente da coalizão encabeçada pelos americanos. Nos próximos dias, o que definirá o conflito será a capacidade americana de impedir os iranianos de lançar mísseis e drones. É uma tarefa complicada, pois há centenas de túneis no Irã, utilizados para estoque e lançamento dos projéteis, apesar de muitos deles já terem sido inutilizados. Nos EUA, o impacto é limitado, já que diferentemente do choque de petróleo dos anos 70, o país é basicamente autossuficiente, e até exportador líquido de petróleo e gás natural. O problema é que o preço continua sendo global, ou seja, haverá pressão inflacionária, com impactos econômicos e políticos. Já a China se encontra numa posição muito mais frágil de dependência do petróleo exportado pelos países do Golfo. Creio que será cada vez mais difícil para o Irã manter essa campanha, e ficará a cada dia mais isolado, dado o prejuízo causado à economia global. A própria China, aliada dos aiatolás, deverá aumentar a pressão por alguma solução negociada. Trump já disse que está disposto a bancar o custo econômico e político da gasolina mais cara, mas não creio que manterá a posição num prazo maior, visto que pode custar as midterms para ele. Essa situação me lembra muito o “crunch” do petróleo assim que vieram os lockdowns da pandemia, em que a commodity passou a operar com preço negativo, por conta do esgotamento da capacidade de estoque, e do colapso da demanda. Agora, o movimento é inverso, e não vejo como o preço se sustentar nesses patamares por muito tempo. Até porque, paradoxalmente, um preço do petróleo tão alto por algum tempo promoverá recessão, arrefecendo a demanda. O blogueiro chapa-branca Na$ifra está acusando um ministro do Supremo de conspiração O motivo? Simplesmente por ele permitir que a polícia investigue o Master. Por muito menos do que isso, já houve gente da direita sendo presa. |








