Proteína em tudo, menos nas prateleiras…
| Proteína, proteína, proteína… Do iogurte ao macarrão, o interesse por esse macronutriente disparou nos últimos anos no mercado de alimentos & bebidas. Agora, a demanda por whey protein está tão alta que o insumo já está esgotando. |
| Alguns fornecedores americanos já estão sem estoque para o resto do ano, e o que ainda está disponível encareceu. Os preços de whey concentrado subiram +40% em média só nos últimos dois meses. |
| Como assim? O whey é um subproduto da fabricação de queijo. Isso significa que não tem como simplesmente produzir mais, já que a quantidade disponível depende diretamente de quanto queijo está sendo feito. A demanda explodiu, mas a cadeia produtiva não acompanhou. |
| Por que isso te afeta? O impacto ainda não chegou nas prateleiras, mas tudo indica que deve chegar muito em breve. Estima-se que o tempo para as prateleiras refletirem essa cadeia produtiva será de 12 a 18 meses. |
| A demanda cresceu por dois motivos… |
| Primeiro, cultural: 70% dos americanos dizem querer mais proteína na dieta, contra 59% quatro anos atrás. Segundo, farmacológico: Cerca de 12% da população americana já usa Ozempic ou Wegovy, e esses remédios exigem maior consumo de proteína para preservar a massa muscular. |
| Lá fora, o setor já reagiu… A associação do segmento de laticínios dos EUA anunciou mais de US$ 11 bilhões em investimentos em 19 estados e +50 novos projetos de construção até 2028. |
O Brasil não fica de fora: O whey protein avançou 124% em volume no varejo brasileiro em 2025. Se a crise lá fora apertar, a gente deve sentir também por aqui. |
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