A nova doutrina de Trump pode colocar o Brasil contra a parede (e isso afeta diretamente o seu dinheiro)
Para entender esse movimento estratégico de Trump, é preciso voltar dois séculos. A Doutrina Monroe foi a ideia de que os EUA deveriam manter potências estrangeiras longe da América Latina. A “Doutrina Donroe” seria a versão Trump dessa lógica: mais direta, mais agressiva e mais transacional. Na prática, significa pressionar países da região a se afastarem de China, Rússia e outros rivais. E o Brasil está no centro desse problema. O Brasil depende dos EUA em tecnologia, dólar, mercado financeiro e influência geopolítica. Mas também depende profundamente da China, que compra grande parte das nossas commodities e investe em áreas estratégicas. Se Trump pressionar o Brasil a escolher um lado, o país pode sofrer dos dois lados: retaliação de quem compra e pressão de quem controla o sistema financeiro global. É assim que uma disputa entre potências chega ao bolso do brasileiro. E esse é o ponto que muita gente ignora: ninguém consegue prever com certeza o próximo choque geopolítico. Pode vir de uma tarifa americana, de uma tensão com a China, de uma crise regional, de uma decisão tomada fora do Brasil. Quem concentra tudo em um único país fica refém de eventos que não controla. E é justamente para isso que existe diversificação. Diversificação internacional não é luxo e sim uma proteção contra cenários que ninguém consegue prever com precisão. Na última edição do Clube dos 100, vou mostrar por que investidores maduros não dependem de uma única moeda, de um único governo e de um único risco político. Clique no link a seguir e faça sua inscrição gratuita: QUERO PARTICIPAR Ué, mas não era Trump o “malvadão”? Agora é a União Europeia quem está dando caneladas. Na era da desglobalização, é cada um por si. Vencerão os países resilientes, com economias organizadas e autossuficientes, e que mantiverem uma política externa proativa e inteligente. O Brasil tem potencial para prosperar nesse novo mundo, mas no momento peca nas três frentes. O regime petista é profundamente irresponsável com as contas públicas, o país está afundado em impostos e em corrupção, e as facções têm cada vez mais poder. O país tem autossuficiência em commodities, mas não consegue desenvolver tecnologia mais avançada, ficando dependente. Na política externa, há o alinhamento ideológico com o eixo totalitário encabeçado pela China, quando deveria buscar aproximação com os EUA, tanto pela proximidade geográfica quanto pelas sinergias econômicas e culturais com a maior potência do planeta. Resumindo, o Brasil está jogando uma oportunidade de ouro no lixo. Mais uma. 57% dos brasileiros acreditam que “acusar publicamente o Supremo de prejudicar a democracia” é algo proibido no Brasil “Uma pesquisa do Instituto Sivis, realizada em abril com 1.109 entrevistados, mostra que 57,5% dos brasileiros acreditam que “acusar publicamente o Supremo de prejudicar a democracia” é algo proibido no país. Em 2023, esse índice era de 35%.” O pilar de qualquer regime autoritário é criar a chamada espiral do silêncio, com o medo produzido pela repressão. No Brasil, parece que esse objetivo foi alcançado. A Constituição garante a liberdade de expressão, porém ela foi revogada em 2019, com o ato institucional chamado de “Inquérito das Fake News”. Depois de observar centenas de pessoas sendo censuradas, perseguidas e até presas após criticar o Supremo, as pessoas entendem que, na prática, a crítica virou crime. Ato contínuo, elas passam a praticar a autocensura. Ou seja, o objetivo do regime foi atingido. O acesso aos artigos de Ruschel são gratuitos, mas você pode ser um colaborador e fazer uma doação para apoiar seu trabalho.
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