Lula foi reeleito. E agora, Brasil?
A reação desta segunda-feira revela o tamanho das preocupações com os próximos quatro anos
A reeleição de Lula, neste domingo, 25 de outubro, foi um verdadeiro desastre para as expectativas de quem acreditava numa mudança de rumo do Brasil. O resultado contrariou as apostas de boa parte do mercado e surpreendeu milhões de brasileiros. E a reação dos investidores, logo nas primeiras horas desta segunda-feira, demonstra a dimensão da preocupação com o futuro econômico do país.
Vamos aos fatos. O Descondenado foi declarado vencedor com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
Uma virada expressiva em relação ao primeiro turno, quando Flávio havia terminado com aproximadamente 2,2 milhões de votos de vantagem. Também houve uma redução da abstenção, de 21,08% para cerca de 19,2%.
São números que merecem uma análise cuidadosa. Especialmente porque a eleição foi marcada por uma decisão inédita do ministro Cristiano Zanin, do Supremo, prorrogando a votação até as 19 horas nas seções que ainda estavam abertas.
A medida provocou dificuldades operacionais reconhecidas pelo próprio presidente do TSE. Flávio anunciou que pretende questionar judicialmente o resultado.
Enquanto essas discussões começam, o mercado já está reagindo
Na manhã desta segunda-feira, a Bolsa brasileira chegou a cair 16%, provocando o acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas muito acentuadas. Houve alguma recuperação ao longo do dia, com fechamento a -13,88%, na casa dos 176 mil pontos. O dólar disparou mais de 12%, aproximando-se de R$ 5,60, fechando por volta de R$ 5,40. Nos Estados Unidos, o principal ETF de ações brasileiras chegou a registrar perdas superiores a 26%, e fechou com uma queda de 19,82%.
Foi a maior queda da Bolsa num único dia desde a reação do mercado ao Plano Collor, em 1990.
É uma reação extremamente severa, que reflete uma reversão brutal de expectativas em relação ao Brasil. A preocupação central está na condução das contas públicas, no comportamento dos juros, no câmbio e nas condições para investir e produzir nos próximos anos.
Tenho recebido mensagens de brasileiros profundamente desanimados. Empresários, profissionais e famílias preocupados com o próprio futuro. São pessoas que trabalham, empregam, pagam impostos e agora precisam compreender o que esse novo cenário representa para suas decisões.
Outra preocupação é o ambiente institucional
Em seu discurso após a vitória, Lula voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais, o que no dicionário petista significa uma coisa só: censura.
Seria precipitado afirmar que todos os problemas econômicos e institucionais que temo já estão determinados. Mas seria igualmente irresponsável ignorar os riscos que se apresentam.
O Brasil inicia hoje um novo período de incerteza. E quem deseja proteger seu patrimônio precisa compreender rapidamente o que está acontecendo.
Por isso, hoje, às 19 horas de Brasília, teremos a última live gratuita do Poder & Mercado. Vamos examinar o impacto imediato das eleições sobre a Bolsa, o dólar, os juros e os investimentos, além das perspectivas econômicas para os próximos quatro anos.
Com os mercados em ebulição, considero esse encontro ainda mais importante do que imaginávamos.
A live é hoje. Garanta sua inscrição gratuita no Poder & Mercado e participe:
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