Mundo

Resumo Brasil e Mundo

COLUNA - Leandro Ruschel...De Zambelli presa a Maduro e sua ligação obscura com Lula

30/07/2025 - 09:56

estatua-stf-750x450 perdeu mane.jpg

Polícia italiana deve decidir nas próximas horas pela prisão da deputada, ou por mantê-la em liberdade enquanto a Justiça italiana julga o pedido de extradição feito pelo regime brasileiro.

Barroso declara ao Poder360 que bloquear perfis seria um “preço baixo pela democracia”

Barroso declarou, segundo o Poder 360, que bloquear — isto é, censurar — três perfis seria um “preço baixo pela democracia”. O problema é que o número de brasileiros silenciados é muito maior.

Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.

Preste seu apoio.

Imagem

Mesmo que fossem apenas três, já seria gravíssimo; afinal, “uma injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”.

Convém lembrar que a Constituição Federal proíbe censura prévia, assim como o Marco Civil da Internet. Quando alguém é impedido de publicar nas redes sociais, sofre censura prévia.

Não sou eu quem está afirmando. O próprio ministro Moraes, em palestra à ABRAJI em 2020, disse que não estava promovendo censura prévia pois não vedava a criação de novos perfis para aquelas pessoas que tiveram seus perfis bloqueados:

"A decisão não foi censura prévia porque em momento algum eles foram proibidos de continuar na rede, de falar. Até cheguei a colocar na decisão que a abertura de novos perfis, inclusive para novas ofensas, estaria permitida e seria analisada", afirmou o ministro.

"Se a ideia fosse fazer censura prévia, a decisão deveria proibir de abrir qualquer perfil. Isso é censura prévia, se fosse a proibição de abrir qualquer perfil na rede social. Não foi essa a determinação", disse.

Posteriormente, o ministro passou a emitir decisões com a proibição da abertura de novos perfis.

Com a digitalização da vida cotidiana, o banimento das plataformas retira da pessoa a possibilidade de trabalhar e garantir o próprio sustento — um direito humano elementar.

A situação real, porém, é ainda pior do que a admitida pelo ministro Barroso. Dados do próprio Supremo mostram que, só em Brasília, ao menos 527 cidadãos firmaram acordos de não‑persecução penal por protestarem pacificamente em frente ao QG do Exército.

Além de criminalizar um ato pacífico, tais acordos impedem essas pessoas de usar redes sociais até cumprirem exigências como 225 horas de serviço comunitário. Ou seja, não estamos falando de apenas três perfis censurados.

Nos últimos anos, centenas de usuários tiveram publicações removidas ou contas bloqueadas, sobretudo durante o período eleitoral.

A rede social X encaminhou ao Congresso dos EUA centenas de documentos que comprovam ordens sigilosas de retirada de conteúdo no Brasil — sem direito de defesa para os atingidos.

Reportagens de Greenwald, na Folha de S.Paulo, baseadas em conversas por WhatsApp encontradas no celular do secretário da Justiça Eleitoral responsável pela censura — a chamada “Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação” — revelam que muitas ordens partiam de um juiz assistente de Moraes.

Em um dos exemplos mais escandalosos, esse assistente instruiu o chefe da censura a “usar a criatividade” para punir a Revista Oeste depois de receber a informação que não fora encontrado ilegalidade nas postagens.

Durante a campanha eleitoral, chegou‑se a censurar uma simples colagem de matérias da Brasil Paralelo sobre corrupção nos governos Lula, sob a acusação de “desordem informacional”. Um documentário sobre a facada em Jair Bolsonaro foi banido por supostamente prejudicar a imagem de Lula — e, pior, sem que ninguém houvesse sequer assistido ao filme.

Além da censura direta, multiplicaram‑se os casos de assédio judicial contra conservadores: buscas e apreensões, quebras de sigilo, bloqueio de contas bancárias e cancelamento de passaportes fazem parte do arsenal de intimidação — em inquéritos abertos pelas supostas “vítimas” dos supostos ataques às instituições.

Desde a abertura do Inquérito das “Fake News”, em 2019, instalou‑se no país uma repressão política sistemática contra a direita. Todo brasileiro conhece essa realidade; muitos à esquerda, infelizmente, aplaudem a perseguição de seus opositores.

Todo esse cenário gera o chamado chilling effect — a autocensura. Com receio de retaliações, as pessoas deixam de manifestar suas opiniões, especialmente contra autoridades que têm poder para censurá‑las — ou coisa pior.

Isso é exatamente o inverso da democracia.

Quem escreveu isso numa decisão judicial, em 2018?

Imagem

"O direito fundamental à liberdade de expressão não se direciona somente a proteger as opiniões verdadeiras, supostamente admiráveis ou convencionais, mas também aquelas que são duvidosas, exageradas, condenáveis, satíricas, humorísticas, bem como as não compartilhadas pelas maiorias. Ressalte-se que mesmo as declarações errôneas estão sob a guarda dessa garantia constitucional."

O que Trump está querendo do Brasil, para levantar as sanções?

Imagem

O fim do regime de censura e perseguição política, que atinge até mesmo cidadãos e empresas americanas.

Para surpresa de zero pessoas, o comunistinha da Lula News afirma que o fim do regime de exceção é inegociável.

“Dólar está perdendo espaço”

Imagem

Narrativa: Dólar está perdendo espaço.

Realidade: Dólar atinge maior dominância em pagamentos no comércio global em 12 anos. Euro despenca para uso em 20% das transações. Yuan chinês cresce de 3% para 5%.

Os globalistas querem utilizar o Brasil como boi-de-piranha contra Trump

Imagem

O Descondenado aceita o papel, alegremente.

Enquanto isso, a União Europeia, central globalista, foi lá e negociou com o malvadão.

Diga-me com quem andas…

Imagem

Um dos primeiros atos oficiais do Descondenado, após ser alçado à Presidência, foi receber Nicolás Maduro no Palácio do Planalto.

A relação de Lula e do PT com o regime totalitário venezuelano é antiga.

Em um discurso de 2005, Lula confessou que a operação política para salvar o chavismo foi uma “ação entre amigos”, referindo-se ao Foro de São Paulo, fundado por ele e Fidel Castro. O próprio Chávez reconheceu que não teria chegado ao poder sem a ajuda do Foro.

Quando Chávez morreu, Lula não apenas fez campanha para Maduro — mesmo em meio a um tratamento contra o câncer — como enviou marqueteiros a Caracas. Posteriormente, eles foram presos pela Lava Jato e admitiram ter recebido milhões de reais de empreiteiras brasileiras pelo serviço.

O BNDES financiou obras bilionárias na Venezuela, jamais pagas. Foi desses contratos que saíram os recursos.

Maduro consolidou uma ditadura brutal: censura, prisões, tortura e assassinato de opositores. Mais de 90 % da população vive na miséria, e cerca de oito milhões de pessoas já abandonaram o país, que tinha 30 milhões de habitantes.

Imagem

As últimas eleições — assim como as anteriores — foram escancaradamente fraudadas. E agora, o Departamento de Estado dos EUA classifica Maduro como chefe do Cartel de los Soles, definido como organização terrorista, e elevou a recompensa por informações que levem à sua captura para US$ 25 milhões.

O maior inimigo de qualquer regime autoritário é a verdade

Create a dramatic, editorial-style image of a person’s mouth covered with black tape, symbolizing censorship. The person should have a serious expression, emphasizing the silencing of their voice. The background should be dark and moody, with dramatic lighting focusing on the mouth and tape. The image should convey a sense of restriction and suppression, evoking the theme of censorship in a clear and direct manner

No Brasil, testemunhamos a maior operação de propaganda política da nossa história desde que as sanções americanas escancararam o atual regime de exceção.

A reação do regime foi mobilizar sua rede de propaganda — ainda chamada por muitos, ingenuamente, de “imprensa” — para negar o colapso do Estado de Direito e insistir na falácia da “defesa da democracia” ou da “soberania nacional”.

Mais alarmante é ver políticos que se dizem de “direita” alimentarem essa farsa, de olho em duvidosos dividendos eleitorais pela participação nesse grande teatro.

Enquanto perdurarem a censura e a perseguição política, o espectro venezuelano continuará a assombrar o país.