Como a operação Escudo de Judá está marcando uma ruptura no Oriente Médio e isolando o regime iraniano
Guerra se alastrando...
Os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano marcam um ponto de inflexão no cenário geopolítico recente. Não apenas pelo seu alcance militar, mas pelo que revelam sobre a estrutura real das alianças que vinham sendo apresentadas como contraponto ao poder ocidental. Para compreender o momento atual, é necessário recuar ao acordo nuclear firmado em 2015. O JCPOA foi apresentado como solução diplomática para conter o avanço nuclear iraniano. Na prática, estabeleceu um mecanismo temporário, com validade limitada, que não eliminava o problema — apenas o postergava. Ao permitir que o Irã mantivesse capacidade de enriquecimento de urânio com restrições temporárias, e ao liberar acesso a recursos financeiros significativos, o acordo criou condições para o fortalecimento de um regime que já atuava como principal financiador de grupos armados no Oriente Médio. A consequência foi previsível. O programa nuclear avançou, o financiamento de milícias se intensificou e a instabilidade regional aumentou. A ruptura do acordo por Trump, em 2018, não reverteu esse processo. Apenas expôs sua fragilidade. Tentativas posteriores de renegociação fracassaram, enquanto o avanço tecnológico iraniano se aproximava de níveis críticos. O ponto de ruptura veio com a escalada de conflitos indiretos e, posteriormente, com ataques diretos. A operação recente — a maior mobilização militar na região desde 2003 — não surge como evento isolado. É o resultado de uma sequência de decisões acumuladas ao longo de anos. Mas o aspecto mais revelador não está apenas no campo militar. Está na reação — ou na ausência dela. Rússia e China, frequentemente descritas como pilares de um eixo geopolítico alternativo, limitaram-se a manifestações diplomáticas. Não houve resposta militar. Não houve mobilização efetiva. Não houve qualquer sinal de disposição para sustentar o Irã em um confronto direto. Essa ausência expõe a natureza dessas alianças. Não se trata de um bloco coeso, baseado em compromissos de defesa mútua. Trata-se de uma convergência de interesses circunstanciais. Uma aliança de conveniência, não de compromisso. Enquanto a Rússia enfrenta limitações decorrentes de seu envolvimento em outros conflitos, a China mantém uma postura pragmática, priorizando estabilidade econômica e acesso a recursos, evitando envolvimento direto em confrontos de alto risco. O resultado é o isolamento do Irã. Internamente, o regime já enfrentava forte pressão. Protestos em escala nacional, repressão violenta e deterioração econômica indicavam fragilidade estrutural. A ofensiva externa apenas acelera um processo que já estava em curso. Nesse contexto, a estratégia adotada pelos Estados Unidos também merece atenção. Diferentemente das intervenções do início dos anos 2000, não há indicativos de ocupação prolongada ou tentativa de reconstrução institucional direta. A abordagem se concentra na degradação da capacidade militar do regime e na transferência do protagonismo político para a população local. Essa diferença não elimina riscos. A queda de regimes autoritários frequentemente abre espaço para instabilidade, fragmentação e disputa interna por poder. A história recente do Oriente Médio oferece exemplos claros desse processo. Mas há também um risco na inação. A consolidação de um Irã nuclear, associado a redes de financiamento e operação de grupos armados em múltiplas regiões, representaria uma mudança estrutural no equilíbrio global. O momento atual, portanto, não deve ser interpretado como um episódio isolado de escalada militar. Ele representa o ponto de convergência de decisões políticas acumuladas ao longo de décadas, a exposição da fragilidade de alianças geopolíticas e a abertura de um cenário de incerteza quanto aos desdobramentos futuros. O eixo que se apresentava como alternativa ao poder ocidental revela seus limites. E o custo dessa revelação está sendo pago em tempo real. Veja mais comentários sobre o assunto: E o PT segue na sua corrida para destruir o Brasil O Descondenado assumiu com a dívida pública a 71,7% do PIB, e agora o endividamento alcança 78,8%. Bolsonaro, mesmo passando pela maior crise sanitária do século, entregou uma dívida menor do que quando chegou ao poder. Alcolumbre faz chantagem utilizando a liberdade dos presos políticos Ele quer trocar a blindagem dele e dos seus comparsas pela votação do veto da dosimetria, segundo Valdemar da Costa Neto.Neofascista Dugin sugere que o Irã vencerá a guerra por uma intervenção divina, já que “a alma do Ocidente está totalmente podre” Claro, alma nobre é a do regime iraniano, que mata e estupra mulheres que não se cobrem, e que acabou de assassinar 40 mil manifestantes... Mais nobre ainda é a “alma russa”, que apenas no último século exterminou mais de 20 milhões dos seus próprios cidadãos, e espalhou pelo mundo o vírus mental comunista, responsável pela maior carnificina que a humanidade já viu... O apoio do PT a esse tipo de gente expõe o caráter de seus líderes e seu perfil totalitário Simpatizante do Hamas e de quase todo ditador assassino ao redor do planeta, o petista Celso Amorim, chanceler de facto do Descondenado, está inconsolável com a morte do ditador iraniano. Vale lembrar que, nas últimas semanas, o regime iraniano ordenou o assassinato em massa de manifestantes, matando dezenas de milhares de civis desarmados. IA vai acabar com a humanidade? O Financial Times teve a cara de pau de fazer essas possíveis projeções para o impacto da Inteligência Artificial na economia: Crescimento explosivo; Um aumento do crescimento médio global de 1,9% a.a. para 2,1% ao ano, nos próximos anos; A extinção da humanidade. Até quando? A maior liderança da direita brasileira segue presa, condenada pelos seus inimigos, por um golpe que jamais foi tentado... |










