Conselho de Ética da Câmara arquiva ação que pedia cassação de Eduardo Bolsonaro
Decisão interrompe um dos processos contra o parlamentar por atuação em desfavor de instituições brasileiras; deputado não se manifestou
O Conselho de Ética da Câmara decidiu, nesta quarta-feira (22), arquivar um pedido de cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O processo apontava quebra de decoro ao cargo, por atuação no exterior contra instituições brasileiras. Ainda cabe recurso.
Os posicionamentos de parlamentares contrastaram durante o debate no Conselho. De um lado, aliados afirmaram que Eduardo está nos Estados Unidos por um “autoexílio”, enquanto críticos cobraram a presença do parlamentar na Câmara e questionaram a articulação dele com autoridades dos Estados Unidos em prol de sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras .
Apesar dos embates, o Conselho decidiu apoiar o posicionamento do relator, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), que defendeu o arquivamento do processo. O placar ficou em 11 votos a favor e 7 contrários.
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que vai recorrer da decisão no plenário. Para formalizar o pedido, o Farias precisará do apoio de 1/10 dos deputados da Câmara, 52 assinaturas ao todo.
Deputado não se manifestou
Eduardo Bolsonaro optou por não se manifestar durante a reunião do Conselho. O deputado poderia ter apresentado justificativa às acusações, mesmo de forma remota, mas não houve resposta aos contatos feitos pela Casa.
“O deputado Eduardo Bolsonaro recebeu convite oficial da Câmara, do Conselho de Ética, e não fez uso da palavra para se defender”, afirmou o presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União-SC).



