Nacional

Operação Sem Desconto

PF apreende cofre com dinheiro, fuzil e prende ex-presidente do INSS

Por HORA BRASÍLIA

14/11/2025 - 08:51

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, resultando na apreensão de um cofre repleto de dinheiro em espécie, além de um fuzil, munições e veículos de alto padrão utilizados por integrantes do grupo investigado.

A ação ocorreu enquanto agentes cumpriam 10 mandados de prisão preventiva e 63 mandados de busca e apreensão em 17 estados e no Distrito Federal. Segundo a PF, sete das dez prisões já haviam sido efetuadas até o fim da manhã.

A operação integra a investigação que revelou o uso irregular de entidades, associações e plataformas conveniadas para aplicar descontos ilegais diretamente nos benefícios de segurados do INSS, sem qualquer autorização das vítimas — esquema revelado inicialmente pelo site Metrópoles.

Ex-presidente do INSS entre os presos

Entre os detidos está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Também foram presos:

Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”;

Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);

Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade;

Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à Conafer;

Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também membro da Conafer;

André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS.

A PF segue em busca dos demais alvos que ainda não foram localizados.



Esquema envolvia descontos ilegais em benefícios

De acordo com a corporação, o grupo usava estruturas de associações e plataformas para inserir cobranças indevidas nos benefícios de aposentados e pensionistas, prática que movimentou milhões de reais. Os valores iam para contas de entidades suspeitas, empresas de fachada e integrantes da organização.

O material apreendido nesta quinta — incluindo o cofre abarrotado de dinheiro e o armamento pesado — reforça, segundo investigadores, a sofisticação e o poder financeiro do esquema.

Operação segue em andamento

A ação é conduzida pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Novas diligências devem ocorrer ao longo do dia para tentar cumprir os mandados remanescentes, além da análise dos materiais apreendidos, que serão anexados ao inquérito.

A investigação mira crimes como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.