PF apreende cofre com dinheiro, fuzil e prende ex-presidente do INSS
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, resultando na apreensão de um cofre repleto de dinheiro em espécie, além de um fuzil, munições e veículos de alto padrão utilizados por integrantes do grupo investigado.
A ação ocorreu enquanto agentes cumpriam 10 mandados de prisão preventiva e 63 mandados de busca e apreensão em 17 estados e no Distrito Federal. Segundo a PF, sete das dez prisões já haviam sido efetuadas até o fim da manhã.
A operação integra a investigação que revelou o uso irregular de entidades, associações e plataformas conveniadas para aplicar descontos ilegais diretamente nos benefícios de segurados do INSS, sem qualquer autorização das vítimas — esquema revelado inicialmente pelo site Metrópoles.
Ex-presidente do INSS entre os presos
Entre os detidos está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Também foram presos:
Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”;
Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade;
Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à Conafer;
Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também membro da Conafer;
André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS.
A PF segue em busca dos demais alvos que ainda não foram localizados.
Esquema envolvia descontos ilegais em benefícios
De acordo com a corporação, o grupo usava estruturas de associações e plataformas para inserir cobranças indevidas nos benefícios de aposentados e pensionistas, prática que movimentou milhões de reais. Os valores iam para contas de entidades suspeitas, empresas de fachada e integrantes da organização.
O material apreendido nesta quinta — incluindo o cofre abarrotado de dinheiro e o armamento pesado — reforça, segundo investigadores, a sofisticação e o poder financeiro do esquema.
Operação segue em andamento
A ação é conduzida pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Novas diligências devem ocorrer ao longo do dia para tentar cumprir os mandados remanescentes, além da análise dos materiais apreendidos, que serão anexados ao inquérito.
A investigação mira crimes como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.



