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Escolas indígenas das comunidades de Malacacheta e Canauanim recebem reformas do Governo

Obras nas duas unidades começam em 10 de setembro, com investimento de mais de R$ 1 milhão. Aulas continuarão durante a execução dos serviços

Por Redação AgNORTE

03/09/2026 - 17:27

Governo vai reformar escolas indígenas das comunidades de Malacacheta e Canauanim (6).jpeg

Dentro de um calendário apertado de obras, mas, o governador Soldado Sampaio tem buscado priorizar certas ações, e Governo do Estado segue firme para fortalecer a educação indígena com a reforma geral das Escolas Estaduais Indígenas Tuxaua Luiz Cadete, na comunidade Canauanim, e Sizenando Diniz, na comunidade Malacacheta.

As ordens de serviço foram emitidas na manhã desta quarta-feira, 02, e os trabalhos iniciam dia 10, sem interrupção das aulas.

As duas obras somam cerca de R$ 1 milhão em investimentos. A reforma da Escola Tuxaua Luiz Cadete está orçada em R$ 442 mil, enquanto a Escola Sizenando Diniz receberá R$ 565 mil em serviços. Os recursos são do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), com contrapartida do Governo de Roraima.

Os serviços incluem pintura, manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, troca do telhado, novas instalações sanitárias e substituição de louças, entre outras intervenções na estrutura física. As unidades também serão mobiliadas e climatizadas. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até 12 meses.

A secretária de Educação e Desporto, Ana Célia Paz, e a secretária adjunta de Educação Escolar Indígena, Jane Alice Manduca, estiveram nas comunidades para anunciar as reformas e orientar estudantes e professores. Uma equipe do Departamento de Engenharia e Obras da Seinf (Secretaria de Infraestrutura) também acompanhou a visita.

“Nós estamos orientando os gestores escolares dessas unidades de ensino, de que em breve a empresa irá entrar para fazer a revitalização das escolas e como eles deverão proceder para dar continuidade às atividades letivas ao mesmo tempo em que eles vão desocupar parcialmente os prédios escolares”, destacou Ana Célia Paz.

Durante a execução dos serviços, as comunidades vão liberar algumas salas e utilizar outros espaços das escolas e das próprias comunidades para manter as atividades pedagógicas do segundo semestre letivo.

Tuxaua Luiz Cadete

Criada em 1964, a Escola Estadual Indígena Tuxaua Luiz Cadete atende 475 estudantes dos povos Wapichana e Macuxi que vivem nas comunidades da região. A unidade conta com 68 profissionais e há mais de 20 anos não recebe reparos na estrutura física.

O gestor da escola, Valderício de Lima, afirmou que a reforma era aguardada pela comunidade. “Nós estamos bastante alegres diante da secretária de Educação, de ela ter visitado a Escola Tuxaua Luiz Cadete e a Comunidade Canauanim. Para nós é uma satisfação estar com o grupo do Governo, receber essa equipe e saber da notícia da reforma da escola”, disse.

Sizenando Diniz

A Escola Estadual Indígena Sizenando Diniz foi criada em 1953 e passou a funcionar na modalidade Tempo Integral no ano passado, após consulta e aprovação da comunidade indígena.

A unidade atende atualmente 410 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio do povo Wapichana e conta com 58 professores e servidores de apoio. A última reforma ocorreu há 16 anos.

“Esse tempo todo precisando de reforma, tanto na parte da fiação elétrica, em todo sentido. Esse anúncio é recebido com muita alegria e entusiasmo. Estávamos há muito tempo sem nenhuma reforma”, disse Valéria Ambrósio, professora que atua na Sala de Recursos Multifuncionais.

A situação das instalações elétricas é apontada como uma das principais necessidades. A unidade não possui capacidade elétrica suficiente para atender à demanda e não conta com iluminação adequada nas salas de aula. A falta de estrutura também impede o funcionamento adequado de centrais de ar e ventiladores, segundo relatos da comunidade.

Professora da escola há 31 anos, Nilzimara de Souza relatou os impactos do calor no cotidiano dos estudantes. “Eu trabalho aqui desde 1995 então a gente vem acompanhando esses alunos com dificuldade. Já aconteceu de aluno desmaiar com o calor. Então agora é hora de a gente receber essa reforma da escola”, disse.

Por SECOM RORAIMA

JORNALISTA: Mágida Azulay Khatab