Roraima

Instituto A Moda é Viver - RR

Direto de Caracaraí ganha banco Vermelho, que foi inaugurado

Campanha reforça a conscientização, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher

Por Redação AgNORTE

08/10/2026 - 17:17

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O Banco Vermelho em Caracaraí, chega hoje, 8, em Caracaraí, Sul do Estado, por meio do Instituto A Moda é Viver. Instalado na sede da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira (2ª CIPMFron), a entidade faz parte de uma iniciativa que integra a campanha A Moda é Viver Sem Violência.

Um projeto que tem ganho capilaridade vem sendo desenvolvido pelo Instituto A Moda é Viver, onde tem o claro objetivo de ampliar a conscientização, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher.

A campanha conta com o apoio do Ministério das Mulheres, por meio de emenda parlamentar destinada pelo ex-senador Mecias de Jesus. O Banco Vermelho funciona como símbolo de alerta e mobilização social, com o propósito de incentivar denúncias e envolver a população no enfrentamento à violência de gênero.

A iniciativa está alinhada à Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu o programa Banco Vermelho como instrumento de conscientização e divulgação dos canais de denúncia.

Conforme a presidente do Instituto A Moda é Viver, Alda Araújo, a instalação do banco busca incentivar mulheres a reconhecer situações de violência e estimular a participação da sociedade na proteção das vítimas.

“Não queremos que este banco seja apenas visto. Queremos que ele seja compreendido, que ajude uma mulher a reconhecer que está vivendo uma situação de violência e lembre a todos nós que proteger uma mulher pode significar salvar uma vida. Essa luta é de todos nós e de toda a sociedade”, afirmou.

Segundo o comandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira, capitão Lindomar Ferreira Sobrinho, a instalação do Banco Vermelho complementa as atividades desenvolvidas pela unidade no atendimento às vítimas de violência e no acompanhamento das medidas protetivas.

“Esse banco foi feito para chamar a atenção das pessoas e deixar um recado para a sociedade. Aqui, já trabalhamos com essa realidade, por meio do atendimento às mulheres vítimas de violência e do acompanhamento das medidas protetivas. O Banco Vermelho vem se somar a esse trabalho e simboliza um grito de que nenhum tipo de violência contra a mulher pode ser tolerado”, declarou.

De acordo com a comandante-geral da Polícia Militar de Roraima, coronel Valdeane Alves de Oliveira, o enfrentamento à violência contra a mulher exige a articulação de uma rede de atendimento capaz de acolher as vítimas. Ela também destacou a necessidade de ampliar os esforços para reduzir os casos registrados no estado.

“Não adianta apenas fazer campanha. Precisamos ter uma rede forte para que essa mulher, no momento em que sofrer a violência, possa ser acolhida da melhor forma. Roraima ainda apresenta índices preocupantes de mulheres vítimas de violência doméstica e de mulheres mortas por seus companheiros. Precisamos unir esforços e trabalhar para que esses índices diminuam”, afirmou.

Conforme a deputada estadual eleita em 2026, Darby de Jesus, o Banco Vermelho representa uma forma de conscientizar a população sobre as consequências da violência contra a mulher e reforçar a responsabilidade coletiva no enfrentamento do problema.

“Hoje, não estamos aqui apenas para inaugurar um banco. Estamos inaugurando um símbolo. O vermelho representa mulheres que sofreram violência, que perderam suas vidas e famílias que carregam essa ausência. Mas este banco também representa coragem, conscientização e esperança. A violência contra a mulher não é problema de uma mulher. É responsabilidade de todos nós”, disse.

Segundo o delegado de Polícia Bruno Gabriel Bezerra Costa, a integração entre os órgãos de segurança pública, o poder público e as entidades de proteção é necessária para garantir a continuidade das ações de enfrentamento à violência de gênero.

“É preciso pensar em que sociedade queremos deixar para nossas filhas, mães e irmãs e para as próximas gerações. É importante que os órgãos de segurança pública e as entidades de proteção estejam unidos, conscientes de que esse é um trabalho que veio para ficar, e não uma política temporária. Com essa atuação integrada, podemos salvar vidas”, destacou.

De acordo com a secretária de Assistência Social, Meyre Dantas, o município atua no atendimento às mulheres em situação de violência por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em parceria com a Delegacia e o Judiciário. O trabalho também alcança vicinais e localidades como Novo Paraíso.

“Os dados são muito preocupantes. Por meio do trabalho do CREAS, sabemos quantas mulheres precisam de atendimento. Temos uma parceria com a Delegacia e com o Judiciário e atuamos também nas vicinais e em localidades como Novo Paraíso, buscando socorrer essas mulheres. Precisamos dizer sim à proteção das mulheres e não ao feminicídio”, afirmou.

Violência contra a mulher

Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio, contra 876 no mesmo período de 2025, uma redução de 3,2%, conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No cenário mundial, cerca de 840 milhões de mulheres e meninas, o equivalente a uma em cada três, já sofreram violência física ou sexual ao longo da vida, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mobilização e canais de denúncia

Como parte da campanha, o Instituto A Moda é Viver convida moradores de Caracaraí e visitantes a conhecerem o Banco Vermelho, registrarem fotografias no local e compartilharem as imagens nas redes sociais, marcando o Instituto (@amodaeviver).

A proposta é ampliar a divulgação da campanha e incentivar a participação da população nas ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e atendimento pelo Ligue 180. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.


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Por Willians Dias