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Deputada afirma que vítimas foram coagidas e ameaçadas por Melqui Galvão

Mesmo preso o acusado estava ameaçando as vítimas

Por Redação AgNORTE

13/05/2026 - 10:27

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Enquanto esteve preso na carceragem da Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, em Manaus, Melqui Galvão teria tido acesso irregular a um aparelho celular para ameaçar, pressionar e coagir vítimas e testemunhas do caso. Esta afirmação é da deputada Alessandra Campelo (PSD), que fez a denúncia da Tribuna da ALEAM, nesta terça, 12.

Procuradora Especial da Mulher da Aleam, Alessandra Campelo apresentou na tribuna um vídeo em que, segundo a parlamentar, Melqui aparece realizando uma videochamada de dentro da cela para tentar convencer uma das vítimas a mudar o depoimento prestado à polícia. Ainda conforme a denúncia, o investigado teria oferecido vantagens financeiras em troca da alteração das declarações após o cumprimento da prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo.

De acordo com a deputada, o acesso ao celular dentro da unidade policial teria contado com a ajuda do próprio irmão de Melqui, que atua como policial civil, além da participação de uma terceira pessoa ainda não identificada.

“Quando um abusador recebe um celular e ajuda dentro de uma prisão para ameaçar uma vítima, como essa mulher vai se sentir segura e encorajada para denunciar?”, questionou Alessandra Campelo durante o discurso.

A parlamentar afirmou ainda que entrou em contato com o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, solicitando providências imediatas, entre elas o encaminhamento das denúncias à Corregedoria da corporação e o afastamento do servidor supostamente envolvido.

Prisão preventiva


Alessandra Campelo informou que encaminhará as novas denúncias à delegada responsável pela investigação em São Paulo. A Procuradora Especial da Mulher da Aleam também defendeu a conversão da prisão temporária de Melqui Galvão em prisão preventiva, sob o argumento de que o investigado estaria tentando interferir no andamento das investigações e intimidar as vítimas.

“Não podemos permitir que vítimas sejam silenciadas pelo medo. Toda denúncia precisa ser investigada com rigor, e qualquer tentativa de intimidação deve ser tratada com máxima seriedade pelas autoridades”, declarou a parlamentar.

Você não está sozinha


Novas denúncias sobre o caso Melqui Galvão podem ser feitas anonimamente pelo WhatsApp (92) 99400-0093 da Procuradoria Especial da Mulher. O órgão liderado pela deputada Alessandra Campelo funciona no segundo andar da ALEAM – Avenida Mário Ypiranga Monteiro, antiga Avenida Recife, no Parque Dez, zona Centro-Sul de Manaus.

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Ascom ALEAM

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