Integração das forças de investigação para combater atuação financeira do crime organizado
O deputado estadual Comandante Dan defende a unidade das ações
_A Operação Usura, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) para desarticular um esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro em Manaus, reforça a necessidade de ampliar a inteligência financeira no enfrentamento ao crime organizado. A avaliação é do deputado estadual Comandante Dan (Republicanos), que defende maior integração entre os órgãos de investigação e fiscalização para identificar e interromper os fluxos financeiros que sustentam organizações criminosas._
Segundo o parlamentar, o combate ao crime organizado não pode se limitar às apreensões de drogas, armas e prisões. Para ele, é indispensável atingir as estruturas econômicas que financiam as atividades ilícitas, utilizando inteligência, tecnologia e compartilhamento de informações entre Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e demais órgãos de controle.
“As organizações criminosas deixaram de atuar apenas nas ruas. Elas também operam no mercado financeiro ilegal, utilizando agiotagem, lavagem de dinheiro, empresas de fachada e outros mecanismos para financiar suas atividades. Enfraquecer essas redes financeiras é uma das formas mais eficazes de combater a criminalidade organizada”, afirmou Comandante Dan.
O deputado defende o fortalecimento dos núcleos especializados em inteligência financeira e patrimonial, a ampliação da cooperação institucional entre as forças de segurança e os órgãos de controle, além do investimento em tecnologia para rastreamento de movimentações suspeitas e identificação de patrimônio incompatível com a renda declarada de investigados.
Comandante Dan também alerta que a atuação de agiotas e fraudadores afeta diretamente trabalhadores, pequenos empreendedores, aposentados e servidores públicos, muitas vezes atraídos por ofertas de crédito informal ou vítimas de golpes financeiros. Para o parlamentar, além da repressão qualificada, é necessário ampliar as políticas de prevenção e educação financeira.
“O combate ao crime também passa pela proteção das pessoas mais vulneráveis. Muitos idosos, aposentados e servidores acabam sendo vítimas de esquemas de crédito abusivo e de fraudes que comprometem sua renda. Precisamos unir investigação, prevenção e orientação para reduzir esse tipo de crime”, destacou.
O parlamentar lembrou que seu mandato já resultou na aprovação das Leis nº 7.128/2024 e nº 8.112/2026, voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica em contratos de crédito firmados por pessoas idosas, ampliando mecanismos de proteção contra fraudes e práticas abusivas.
Para Comandante Dan, operações como a Usura demonstram que o enfrentamento ao crime organizado exige uma atuação cada vez mais integrada entre instituições e baseada em inteligência. “Não basta prender os operadores do crime. É preciso localizar os recursos, bloquear o patrimônio obtido ilegalmente, desarticular as redes de financiamento e impedir que o dinheiro continue alimentando novas atividades criminosas. Seguir o dinheiro é uma estratégia indispensável para enfraquecer o poder das organizações criminosas”, concluiu.
..
Por Assessoria dep C D



