Na defesa da segurança social e econômica para os amazonenses, quando temos 955 mil trabalhadores na informalidade, garante Comandante Dan
_Amazonas tem a terceira maior taxa de informalidade do Brasil; deputado defende geração de trabalho e renda no interior associada à formalização, proteção social e fortalecimento das economias locais_
Com 955 mil trabalhadores na informalidade e mais da metade da população ocupada sem a proteção do emprego formal, o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defende que a geração de trabalho e renda no Amazonas seja tratada também como uma política de segurança social e econômica, especialmente para a população do interior. Para o parlamentar, ampliar a ocupação é importante, mas o desafio é assegurar renda, estabilidade, proteção previdenciária e condições para que os cidadãos construam seu futuro com maior segurança.
Dados da PNAD Contínua referentes ao segundo trimestre de 2026 mostram que 51,7% dos trabalhadores ocupados no Amazonas estão na informalidade, o equivalente a 955 mil pessoas. É a terceira maior taxa do país, atrás apenas do Maranhão, com 56,9%, e do Pará, com 55,9%.
“Trabalho também é segurança. Uma família que tem renda, estabilidade e perspectiva de futuro possui melhores condições para enfrentar as dificuldades e viver com dignidade. Precisamos olhar para a segurança do cidadão de forma mais ampla: segurança pública, mas também segurança social e econômica”, afirmou Comandante Dan.
O parlamentar avalia que os números positivos do mercado de trabalho precisam ser acompanhados por políticas capazes de reduzir a vulnerabilidade econômica. O Amazonas chegou a 1,847 milhão de pessoas ocupadas no segundo trimestre, 85 mil a mais que no trimestre anterior, enquanto a taxa de desocupação passou de 8,3% para 7,5%.
O problema, segundo Comandante Dan, é que a elevada informalidade mostra que uma parcela expressiva dos trabalhadores permanece sem acesso pleno às garantias associadas à formalização.
“Não podemos considerar resolvido o problema do emprego simplesmente porque a pessoa conseguiu alguma ocupação. Precisamos perguntar que trabalho é esse, quanto ele gera de renda, se permite sustentar uma família e se oferece alguma proteção para o futuro. São quase um milhão de amazonenses na informalidade. Esse número exige atenção”, destacou.
*Interior como frente de desenvolvimento*
Comandante Dan defende que a redução da informalidade esteja associada a uma estratégia de interiorização do desenvolvimento, criando condições para que os municípios transformem suas próprias potencialidades econômicas em empregos, empresas e renda.
Os próprios dados do mercado de trabalho apontam oportunidades nessa direção. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura reuniram 267 mil trabalhadores no Amazonas, crescimento de 31 mil ocupados, ou 13,2%, em relação ao mesmo período de 2025.
Para o deputado, o Estado precisa fortalecer cadeias produtivas relacionadas à pesca e piscicultura, agricultura, manejo sustentável, bioeconomia, turismo, extrativismo e pequenos negócios, oferecendo infraestrutura, energia, conectividade, logística, assistência técnica, qualificação profissional e acesso ao crédito e aos mercados.
“O interior não pode ser visto apenas como destinatário de políticas assistenciais. Ele precisa ser tratado como uma fronteira de desenvolvimento. Cada município possui potencialidades que podem gerar riqueza, emprego e renda. Precisamos criar condições para transformar essas vocações em atividades econômicas permanentes e cada vez mais formalizadas”, afirmou.
A proposta inclui ainda estimular cooperativas, pequenos empreendedores e produtores locais, além de aproximar a produção do interior da ciência, tecnologia, inovação e indústria, permitindo que uma parcela maior das riquezas amazonenses seja beneficiada dentro do próprio Estado.
*Renda também preocupa*
Outro indicador chama atenção para a necessidade de melhorar a qualidade das ocupações. O rendimento médio mensal real dos trabalhadores amazonenses ficou em R$ 2.771, ante R$ 2.840 no primeiro trimestre, redução de 2,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, a renda permanece 8,5% maior.
O mercado de trabalho também apresentou diferenças importantes entre os setores. Enquanto algumas atividades avançaram, a indústria perdeu 32 mil postos de trabalho em um ano, passando de 238 mil para 206 mil ocupados, queda de 13,3%.
Para Comandante Dan, os indicadores demonstram que o debate sobre emprego precisa avançar para uma política de desenvolvimento que combine ocupação, renda, formalização e proteção social.
“Segurança não começa apenas quando o cidadão precisa da polícia. Segurança é poder colocar alimento em casa, sustentar os filhos, planejar o mês seguinte e ter perspectiva de futuro. O Amazonas precisa transformar crescimento econômico em segurança econômica para as famílias e oportunidade para quem vive tanto na capital quanto no interior”, concluiu.
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Da Assessoria Com Dan



