Cacique Raoni não gosta do projeto de construção da Ferrogrão, e critica seu presidente Lula
Líder indígena também criticou o uma ferrovia de quase 1.000 quilômetros que atravessará o Brasil para transportar a produção de grãos
Nos anos 80, ele era venerado pelos ambientalistas, que como no passado e hoje acham que são os donos da verdade sobre a Amazônia, e assim, numa carona de ideários onde uns defendem as Zebras e Girafas em terras brasis, caso de Leonardo Di Caprio; lá atrás, o cantor inglês, Sting, do The Police, fazia festas e andava de tira-colo com o índio, onde era todo sucesso com as lideranças mundiais, sendo assim carregado pra cima e pra baixo, mundo afora.
Este era o líder indígena Raoni Metuktire, numa vida passada cheia de glamour, quando era também visto com respeito, mas, até os os próprios 'parentes' não enxergam ele como sendo este reconhecido defensor da Amazônia, dos povos indígenas e tal, seja no Brasil, ou como voz a ser, de fato respeitada.
Mas, eis que Raoni surge na mídia só que criticando o seu presidente Lula, sobre a exploração de petróleo próximo à costa amazônica. Mais. ele advertiu ainda que não hesitará em “puxar a orelha” do petista.
“Eu vou marcar um encontro com ele, e se precisar, vou puxar a orelha dele pra ele me ouvir”, declarou o cacique nonagenário, em Belém do Pará, onde ocorre a COP30 sobre o clima.
“Eu apoio o presidente Lula, mas ele tem que me ouvir (…) Ele tem que nos respeitar”, insistiu durante uma coletiva de imprensa realizada em um barco junto a outros líderes indígenas.
As declarações de Raoni foram feitas na língua kayapó, e traduzidas para o português por um intérprete.
A embarcação fazia parte de uma “barqueata” com dezenas de barcos que navegaram nesta quarta-feira pelo rio Guamá marcando a abertura da Cúpula dos Povos, um evento paralelo às negociações da COP30.
“Estou acompanhando que o governo quer perfurar petróleo na Foz do Amazonas. Estou acompanhando que o governo está trabalhando para fazer uma ferrovia para escoamento de produtos perto das nossas terras”, afirmou. “Estou acompanhando que cada vez mais tem desmatamento”, continuou Raoni. “E se continuarem fazendo essas coisas ruins, nós vamos ter problemas”, advertiu.
Em outubro, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a iniciar a exploração em uma área localizada a 500 km da foz do rio Amazonas. Trata-se de um projeto abertamente apoiado por Lula, para desgosto dos ambientalistas, aos quais responde que as receitas do petróleo podem servir para financiar a transição energética.
Raoni também criticou o projeto de construção da Ferrogrão, uma ferrovia de quase 1.000 quilômetros que atravessará o Brasil para transportar a produção de grãos. A ferrovia conectará o município de Sinop, polo agrícola do Mato Grosso e estado natal do cacique, ao porto de Miritituba, no Pará.
O desmatamento na Amazônia, por outro lado, tem diminuído continuamente desde que Lula voltou ao poder, após ter aumentado fortemente durante o mandato de seu antecessor Jair Bolsonaro.
Em 1º de janeiro de 2023, Raoni foi uma das personalidades que entregaram simbolicamente a faixa presidencial a Lula durante sua posse para um terceiro mandato.
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Com Jovem PAN



