Por que a China e EUA estão de olho em um canal no fim do mundo?
| Enquanto o Canal do Panamá sofre com secas históricas, um novo ponto estratégico entrou no radar das potências: o Estreito de Magalhães. |
| Localizado no extremo sul da América do Sul, o canal natural que liga o Atlântico ao Pacífico virou rota alternativa — e alvo de disputa geopolítica. |
| O motivo: O acesso à Antártida, onde China e Rússia já operam mais de 15 bases e miram os recursos naturais do continente gelado. |
Com o interesse dos adversários do Oriente, o alerta acendeu em Washington. Só nos últimos dois anos, generais americanos visitaram o sul da Argentina 3x. Do outro lado, a China intensificou investimentos em infraestrutura na região, incluindo planos frustrados de construir um mega porto no país. |
| Com o interesse na região das duas maiores potências globais, o governo de Milei virou peça-chave nesse xadrez. |
| Os americanos já bancaram a compra de caças para a Argentina e pressionam a Grã-Bretanha a flexibilizar o embargo militar ao país, buscando evitar que Buenos Aires se arme com tecnologia chinesa. |
| O problema é que o avanço geopolítico esbarra em dilemas domésticos e históricos. Desde a Guerra das Malvinas, os hermanos sofrem um embargo imposto pelo Reino Unido, que impede a compra de equipamentos militares com peças britânicas. |
| Com o canal cada vez mais movimentado e as bases antárticas no horizonte, o “fim do mundo” pode se tornar o novo centro da disputa global por influência. |
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Com o interesse dos adversários do Oriente, o alerta acendeu em Washington. Só nos últimos dois anos, generais americanos visitaram o sul da Argentina 3x.
Do outro lado, a China intensificou investimentos em infraestrutura na região, incluindo planos frustrados de construir um mega porto no país.