EUA e Irã parecem longe de um acordo
| A nova rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos terminou em Genebra com um misto de “houve progresso” e “estamos longe de um acordo”. |
| Embora diplomatas dos dois países tenham passado o dia negociando ontem, reforçando o interesse de chegar a um acordo, pontos específicos parecem ser inegociáveis para ambas as partes: |
Washington quer que Teerã abra mão do enriquecimento de urânio — ou mantenha apenas níveis para fins médicos — e deseja o fim do programa de mísseis e do financiamento a grupos terroristas, como Hezbollah e Hamas. Para o Irã, isso mexe no coração da sua soberania e da própria sobrevivência do regime. Autoridades iranianas têm reforçado que o país tem o direito de enriquecer urânio pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear. |
| Enquanto não chegam a um acordo, os EUA aumentam o poderio militar ao enviar uma dúzia de caças F-22 para a região, um dos equipamentos mais avançados do mundo, capaz de atacar alvos na terra e no ar sem ser detectado. |
| Uma pesquisa apontou que 48% dos americanos estão muito ou extremamente preocupados com o programa nuclear do Irã representar uma ameaça direta aos EUA. |
| Enquanto isso, alguns analistas geopolíticos falam que o conflito tem o risco de virar algo semelhante à Guerra no Iraque — que seria para durar um mês e durou ao todo quase nove anos. |




Washington quer que Teerã abra mão do enriquecimento de urânio — ou mantenha apenas níveis para fins médicos — e deseja o fim do programa de mísseis e do financiamento a grupos terroristas, como Hezbollah e Hamas.
Para o Irã, isso mexe no coração da sua soberania e da própria sobrevivência do regime. Autoridades iranianas têm reforçado que o país tem o direito de enriquecer urânio pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear.