Em reunião com indígenas, Capitão alberto Neto recebe as denúncias e presencia o abandono no Alto Rio Negro
“O Brasil esqueceu este povo”: Capitão Alberto Neto disse o pré-candidato ao Senado
...Capitão Alberto Neto percorre comunidades indígenas em São Gabriel da Cachoeira, ouve demandas por energia, educação e infraestrutura e afirma que os povos originários merecem respeito e oportunidades...
DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA – “A população indígena quer mais respeito”, afirmou o deputado federal e pré-candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL-AM), durante visita às comunidades indígenas de Taracuá, Pari-Cachoeira e Iauaretê, importantes polos históricos e culturais da região da Cabeça do Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira.
Ao lado da “Tropa da Mudança”, Capitão Alberto Neto percorreu comunidades localizadas nas Terras Indígenas Alto Rio Negro e Rio Tiquié, acompanhado da professora Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas; do vereador Capitão Carpê, pré-candidato a deputado estadual; e do vereador Sargento Salazar, pré-candidato a deputado federal, para ouvir as principais reivindicações das comunidades.
Durante a agenda, moradores de todas as localidades visitadas relataram problemas históricos, como a precariedade dos serviços públicos, a falta de energia elétrica em tempo integral, as dificuldades de acesso à internet, a ausência de saneamento básico e a carência de investimentos em educação.

“O que vimos aqui é o retrato de décadas de abandono. Quem vive aqui quer respeito e políticas públicas que realmente cheguem até a ponta. São brasileiros que, há muitos anos, esperam pelo básico, enquanto governos passam e os problemas continuam os mesmos. Prosperidade não pode ser privilégio de poucos. O povo originário, que é o verdadeiro dono desta terra, merece respeito, oportunidades e qualidade de vida”, afirmou Alberto Neto.
Falta de energia
A professora aposentada e liderança indígena Rosilda Maria Cordeiro da Silva, da etnia Tukano e representante da Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá, afirmou que a principal reivindicação da comunidade e das localidades vizinhas continua sendo a implantação de energia elétrica durante as 24 horas do dia, condição essencial para garantir educação, comunicação e desenvolvimento.
“A nossa maior necessidade hoje é a energia elétrica funcionando 24 horas por dia. A energia não é importante apenas para iluminar as casas. Ela permite que nossos filhos tenham acesso à internet, façam cursos on-line e até estudem em uma universidade sem precisar sair daqui. Já tivemos iniciativas de ensino superior, mas elas não avançaram justamente por falta de energia”, afirmou a professora.
A partir das demandas apresentadas pelos moradores, o parlamentar reafirmou o compromisso de defender projetos de energia solar para atender as comunidades isoladas do Alto Rio Negro, com propostas que ampliem o acesso à internet, fortaleçam a educação e criem novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento para as famílias indígenas.
“Nós vamos construir um projeto de energia solar para que esse povo tenha energia elétrica 24 horas por dia. Isso vai permitir acesso à internet, mais conforto para as famílias e melhores condições para estudar, trabalhar e desenvolver a própria comunidade”, disse.

Educação e futuro para os povos originários
Na comunidade de Iauaretê, a pauta da educação ganhou voz por meio da juventude. Representando os estudantes, a aluna Claudine Martins Gonçalves, de 16 anos, da etnia Tariano, pediu, em nome dos colegas, investimentos na infraestrutura da Escola Estadual Indígena Pamuri Mahsã Wil.
“Esse pedido não é apenas por mim ou pelos alunos que estudam hoje, mas também pelas crianças que ainda vão chegar. Investir na educação é investir no futuro dos jovens da nossa comunidade, para que tenhamos mais oportunidades e possamos construir um futuro melhor sem precisar deixar a nossa terra”, afirmou Claudine.
Ao ouvir as reivindicações dos estudantes e moradores, o deputado destacou que investir na educação e na formação das novas gerações é fundamental para transformar a realidade do Alto Rio Negro, reduzir as desigualdades e ampliar as oportunidades para a juventude.
“Quando um jovem pede uma escola melhor, ele está pedindo a oportunidade de sonhar e construir o futuro da própria comunidade”, afirmou Capitão Alberto Neto.

Prioridade no mandato
As reivindicações apresentadas pelas comunidades de Taracuá, Pari-Cachoeira e Iauaretê reforçam uma pauta que já integra a atuação parlamentar de Capitão Alberto Neto: o fortalecimento da educação e a valorização dos professores.
O deputado é autor da PEC nº 169/2019, que deu origem à Emenda Constitucional nº 138, permitindo a acumulação de um cargo de professor com outro cargo público, desde que haja compatibilidade de horários. A mudança ampliou a segurança jurídica dos docentes e contribuiu para fortalecer a oferta de educação no Amazonas e em todo o Brasil.
Além da emenda constitucional, Capitão Alberto Neto também é autor e apoiador de projetos voltados à educação, como a criação do Programa Segurança nas Escolas, do Selo Escola Amiga da Cidadania Digital e da retomada do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), além de outras propostas voltadas à valorização dos profissionais da educação e à ampliação do acesso dos estudantes às políticas públicas.
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Por Assessoria de A N
Foto: Thiago Poncio



