Pressão política, vitória do fake news, e Roraima perde uma candidatura para o Congresso
Até hoje muitas pessoas de ponta a ponta do Estado chamam ele de senador, e Romero recebe esse reconhecimento porque foi quem mais trouxe recursos para RR
Após uma profunda reflexão, e entender que certo valores não podem ser rompidos, e o respeito a sua história política, e a sua família, o ex-senador, e até, então, candidato para Câmara Federal, Romero Jucá desistiu de disputar a eleição 2026.
“Eu estou reafirmando que não sou candidato a deputado federal. Não é falta de votos. Eu estou liderando a pesquisa induzida a deputado federal quando se colocam os 20 mais importantes candidatos a disputar essa vaga, mas, eu não estou disposto a pagar o preço que tem que se pagar hoje para se eleger deputado federal. E não falo de preço só de dinheiro não, preço de disposição, preço político, preço de atuar de forma não condizente com a boa política”, destacou Romero.
O que fica valendo, infelizmente, nesta eleição e de forma ainda mais forte são os ataques sórdidos, e as muitas fake news contra a imagem de Romero, além de ser contra seus familiares.
LÍDER RESPEITADO
Romero foi senador por 24 anos, e qual fosse o Governo que fosse ele era convidado a ser Líder - como assim foi com os presidentes da República Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff, no Senado Federal.
Ele sempre teve, e mesmo sem mandato, continua sendo um nome respeitado no congresso Nacional, e junto ao governo federal. Ovacionado sempre que pisa seja na Câmara ou no Senado, Romero tem o carisma popular, de quem o conhece, porque sabe do quanto ele é um político operador, que traz resultados.
'Um gigante, um avião no Congresso...' - de ponta a ponta do Norte a sul do País, é o comentário mais usual que faz de Romero Jucá - especialmente dentro do MDB.

PERDA PARA RR
Caso fosse eleito deputado federal, e havia chances reais para isto, na Câmara Federal havia uma certeza do povo roraimense em que com Romero, Roraima voltaria a ser mais respeitado, recuperando sua posição de centro do Norte no cenário nacional da política, assim como ele fez quando senador.
Presidente do MDB roraimense, Romero sai de cena, mas, em Nota oficial do partido, nesta terça-feira (18), ele destaca que foi refletido o cenário político, os muitos ataques desproporcionais contra ele e sua família, e daí, Jucá lembrou que, desde 2022, com a compra de votos exponencial que houve em Roraima, a chamada velha política predominou no estado.
Ele e sua família.
“Então, eu não preciso de mandato para ter prestígio em Brasília. Eu tenho uma vida e eu preciso cuidar, eu preciso preservar a minha imagem, preservar a minha família. Então, conversando com a família, conversando com as pessoas mais ligadas, nós entendemos que não era bom participar da campanha eleitoral nesse momento, da forma como as coisas estão acontecendo em Roraima.”
Romero foi senador ao longo de três mandatos consecutivos. Continua presidente do MDB, em Roraima, e dentro da executiva nacional é voz ativa, e chamado sempre para apagar 'incêndios' políticos como o mais recente que envolveu o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
O MDB apresentará outro nome no lugar de Romero.
"Mais uma vez, minha imagem pública foi atacada, prejudicada. A justiça já reverteu a ação. No entanto, esse ataque claro à minha pessoa e o tipo de disputa que se avizinha me fez refletir sobre o que realmente quero para o meu futuro", disse Romero, de forma humilde sai de cena, aceitando os ditames de uma politicagem, que se sobressai da verdadeira e boa política.
MINISTRO
Roraima quando esteve alta até ministro teve. Romero foi ministro da Previdência Social no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005.
Em 2016, de novo, outro presidente, e Romero foi convidado a ser ministro do Ministério do Planejamento, no governo de Michel Temer.
Em 2022, Jucá não conseguiu se reeleger senador por Roraima.
“Eu deixo primeiro uma mensagem de gratidão pelo carinho, pelo voto, pela parceria dessas pessoas, que são muitas. Depois eu deixo uma mensagem de fé na boa política. E peço às pessoas que escolham candidatos que não estão comprando votos. Você escolher candidatos que estão comprando votos é você alimentar um processo que é contra a população, porque um candidato que compra votos, ele não se preocupa em trabalhar. Ele se preocupa em roubar mais para comprar a próxima eleição”, finalizou.

Romero Jucá -
Romero Jucá Filho nasceu em 30 de novembro de 1954, em Recife, Pernambuco. Formou-se em economia pela Universidade Católica de Pernambuco e fez Pós-Graduação em Engenharia Econômica, na UNICAP. Depois de ocupar cargos públicos em Pernambuco, foi presidente nacional da Fundação Projeto Rondon e ocupou o cargo de presidente nacional da Funai. Em 1988, iniciou sua trajetória política, sendo nomeado como Governador do recém-criado Estado de Roraima. Permaneceu neste cargo até 1990, promovendo ações importantes como a organização da infraestrutura de serviços básicos para o Estado.
Romero Jucá foi ainda Diretor da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. Além disso, se destacou como senador da República, eleito pelo Estado de Roraima, por três mandatos consecutivos no período de 1995 a 2019. Por sua atuação em momentos decisivos no Congresso Nacional, é considerado ainda hoje como uma das personalidades políticas mais atuantes e influentes do Brasil. Com sólida experiência técnica foi nomeado para comandar Ministérios Nacionais em duas ocasiões, atuando como Ministro da Previdência Social e, posteriormente, como Ministro do Planejamento.
Segue até hoje como o único parlamentar que foi três vezes relator-geral do Orçamento da União e líder de quatro presidentes diferentes, sendo: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.
Romero foi apontado por 18 anos, pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), como um dos “cabeças” do Congresso Nacional e, nos outros anos seguidamente, constou na lista dos 10 políticos mais influentes do parlamento.
Em Roraima, segue como o parlamentar que mais obras e ações ajudou a realizar em todo o Estado.
No Senado, atuou como parceiro dos municípios, destinando recursos para as prefeituras melhorarem o atendimento à população. Boa Vista se tornou o exemplo desta parceria de trabalho com a entrega de obras importantes como o Complexo Ayrton Senna; o Hospital da Criança; a Vila Olímpica Roberto Marinho; o Teatro Municipal e o Parque do Rio Branco.
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Com jornal Roraima em Tempo



