O cabo de guerra bilionário do Pão de Açúcar
| O GPA está em uma corrida contra o tempo para reestruturar uma dívida de R$ 4,5 bilhões. A varejista propôs um plano de recuperação extrajudicial que impõe uma condição severa aos credores: descontos que podem chegar a 90% do valor. |
| Além do corte drástico, a empresa quer converter parte da dívida em ações apenas em 2026. A ideia é que, até lá, a reestruturação já tinha surtido efeito e os papéis estejam valendo muito mais do que hoje, compensando as perdas atuais. |
| No entanto, o clima nos bastidores não é dos melhores… |
| Credores menores, como detentores de CRIS e debêntures — que somam R$ 1,5 bilhão — reclamam que estão sendo deixados no vácuo enquanto os grandes bancos recebem propostas melhores. Investidores ficaram irritados com a troca de garantias imobiliárias feita pela empresa recentemente, alegando que o GPA está gastando patrimônio que deveria servir para garantir o pagamento da reestruturação. |
| Por que isso importa? Pela lei, se o GPA conseguir o apoio de mais de 50% dos créditos, o plano vira regra para todos — inclusive para quem não concordar. Atualmente, a rede precisa de apenas mais 4% de adesão (cerca de R$ 210 milhões) para bater essa meta. |
| O prazo de suspensão de cobranças termina em junho. Sem acordo até lá, o GPA corre o risco de ficar sem a recuperação extrajudicial, o que poderia empurrar para uma RJ completa, mais lenta e custosa. |
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| (Imagem: Tuane Fernandes | Bloomberg) |



