Roraima

Mulheres que cultivam - RR

Cresce a zona rural de BV com suas comunidades indígenas

Prefeitura de Boa Vista agindo para dar devida força das agricultoras familiares com Plano Municipal do Desenvolvimento do Agronegócio, atendendo mais 700 famílias,

Por Jaqueline Pontes

04/03/2026 - 14:58

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Com papel essencial no fortalecimento da agricultura familiar, a força feminina marca presença nas lavouras todos os dias do ano, unindo cuidado, luta, dedicação e resiliência no campo. Em Boa Vista, seja na zona rural ou nas comunidades indígenas do município, mulheres plantam, colhem e geram renda, garantindo sustento e dignidade às suas famílias.

Todo esse trabalho é feito com políticas públicas implantadas pela Prefeitura de Boa Vista. Até o momento, já foram investidos R$ 77 milhões no fortalecimento da agricultura familiar da capital. Para 2026, a previsão é de mais R$ 43 milhões destinados a novos investimentos no setor, ampliando o apoio aos produtores e produtoras, impulsionando o desenvolvimento rural.


Força que vem da terra


No auge da pandemia, causada pelo Coronavírus, em 2020, Antônia Mourão saiu da cidade e foi para o PA Nova Amazônia I, zona rural de Boa Vista, buscando segurança e tranquilidade, já que estava em isolamento, respeitando as regras de prevenção. O tempo passou, a transmissibilidade do vírus caiu, a vacina chegou, mas Antônia e o esposo, Antônio Pacheco, já estavam habituados à rotina no campo.

“A gente começou plantando alguns pés de quiabo, produzindo bem pouco mesmo e agora, estamos ampliado. Hoje, cultivamos pimenta, quiabo, maxixe, abobrinha, batata-doce, milho, banana, macaxeira, goiaba, peixe, galinha e ovos. Trabalhar no campo exige força física e é preciso estar disposto a arregaçar as mangas. Tudo é fruto de muito suor, mas eu não me vejo mais fora daqui”, disse.


Guardando tradição


Nas comunidades indígenas, o papel feminino na agricultura é ainda mais simbólico. Além de cultivar a terra, as mulheres mantêm vivas técnicas tradicionais de plantio, cultivo e preparo, transmitidas de geração para geração. Jucirene Souza mora na comunidade Mauixe, região do Baixo São Marcos, com o esposo e filhos. Há 3 anos, a família decidiu intensificar o cultivo de mandioca para produção de farinha.

“Trabalho como merendeira em uma escola e aqui na roça com a minha família. Contamos com o sistema de irrigação da prefeitura para conseguir produzir mandioca o ano inteiro e assim não parar a produção de farinha. É uma correria sem fim, mas estamos conseguindo vencer e já estamos planejando ampliar a roça. Vamos aumentar o tamanho da área irrigada”, contou.


Prefeitura é parceira


Desde a implantação do Plano Municipal do Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), o apoio institucional alcançou 757 famílias chefiadas por mulheres. Os produtores contam com assistência técnica especializada, 149 máquinas e implementos, dentre tratores, caminhões, escavadeiras, drones agrícolas, colheitadeiras, patrola, dentre outros.


Dupla jornada


Entre hortaliças, mandioca, frutas e legumes, a rotina das mulheres começa cedo. Antes mesmo do sol nascer, a maioria já está de pé, iniciando a dupla jornada, pois cuidar da produção e da família exige disciplina, coragem e capacidade de adaptação. Ter consciência de que o alimento que chega à mesa passa por mãos femininas que não desistem é reconhecimento à força que sustenta o campo.



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